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Mostrando postagens de Agosto, 2008

Cinema em alta voltagem

Ford? Hawks? Mann? Peckinpah? Hellman? todos juntos?

Que nada! É simplesmente um sujeito chamado David Von Ancken e seu belíssimo SERAPHIM FALLS, de 2006, que passou despercebido aqui no Brasil.

Mais sobre ele aqui.

ROLLING THUNDER (1977)

direção: John Flynn
roteiro: Paul Schrader

Como disse o amigo Daniel The Walrus, o fato de não terem lançado Rolling Thunder ainda em DVD deveria dar cadeia pra alguém. E eu concordo plenamente com ele! O filme é um dos pioneiros em tratar sobre traumas da guerra do Vietnã e uma aula de como filmar boas e velhas cenas de ação com bastante tiroteio e sem frescura. O roteiro é de ninguém menos que Paul Schrader (de Táxi Driver) e quem assina a direção é John Flynn, um dos maiores mestres do cinema americano, que morreu ano passado praticamente esquecido.

A história gira em torno do major Charlie Rane (William Devane) que, ao retornar traumatizado do Vietnã, onde fora aprisionado e sofreu altas doses de tortura, descobre que sua mulher está apaixonada por outro cara e seu filho não se lembra mais dele direito. A situação ainda piora quando recebe um presente de boas vindas da população, um baú contendo uma grande quantia em moedas, e uma gangue de mexicanos invade sua casa querendo o din…

STREET KINGS (2008)

aka OS REIS DA RUA
diretor: David Ayer
roteiro: James Ellroy, Kurt Wimmer e Jamie Moss

Eu li por aí que muita gente não gostou de STREET KINGS, então fui assistir sem esperar muito e acabei me surpreendendo. Obviamente não se trata de um filme que preza pela originalidade e alguns diálogos dão aquela sensação de “putz, já vi isso em outro filme”, e por mais que o diretor David Ayer possua algumas afetações típicas dos atuais realizadores de filmes policiais, ele consegue um resultado equilibrado impondo um ritmo que mantém o espectador ligado do início ao fim.

Ayer já trabalhou como roteirista de filmes policiais como Dia de Treinamento, mas neste aqui resolveu ficar somente atrás das câmeras. É apenas seu segundo trabalho como diretor. O roteiro ficou por conta de Kurt Wimmer, Jamie Moss e do escritor James Ellroy (autor de Dália Negra) que o escreveu ainda nos anos noventa. Durante esse período, vários diretores estiveram ligados ao projeto como Spike Lee, David Fincher e Oliver Sto…

HELLBOY II - THE GOLDEN ARMY (2008)

diretor: Guillermo del Toro
roteiro: Guillermo del Toro

Não li uma história em quadrinhos sequer do Hellboy e praticamente tudo que conheço sobre o personagem foi através do cinema. Digo isso pra vocês saberem que o meu nível de exigência com o herói é zero. Quando paro pra ver um filme como HELLBOY, minha única exigência é com a minha diversão, sem me preocupar se as fidelidades e os elementos que o processo de transposição de HQ para o cinema estão de acordo. Se por um lado, sou um ignorante em relação ao personagem, por outro sou um grande apreciador da obra do homem que realizou os dois filmes do herói: Guillermo del Toro.

Em O LABIRINTO DO FAUNO, Del Toro chegou no ápice no sentido de colocar pra fora todo universo de fantasias e criaturas que estavam enjaulados em sua cabeça esperando uma oportunidade pra virar um deslumbre cinematográfico. Esse universo é incrivelmente aproveitado em HELLBOY. Digo mais uma vez: não sei se nos quadrinhos o mundo de Hellboy é tratado com tamanh…

COFFY (1973)

direção: Jack Hill
roteiro: Jack Hill

Excelente exemplar do cinema blaxploitation, autêntico clássico do gênero, e não apenas por dispor da musa Pam Grier como protagonista, talvez a maior estrela deste nicho, mas para um filme exploitation de baixo orçamento, COFFY é surpreendentemente bem filmado, escrito, com personagens marcantes. Crédito do diretor e roteirista Jack Hill que teve muito bom gosto nas suas escolhas visuais e na forma como parece deixar seu elenco livre e confortável para representar cada um o seu papel.


O filme traz Pam Grier como Coffy, uma exuberante enfermeira que resolve se vingar dos traficantes que colocaram sua irmã mais nova no mundo das drogas e espancaram um policial que não se vendeu para o mundo do crime. É uma premissa bastante simples, e na verdade o único sentido nisso tudo é que, se tivesse oportunidade, Coffy colocaria uma bala na cabeça de todos os traficantes da face da terra. Mas são os detalhes  e a maneira como Hill conta sua história que torn…

FIRST SNOW (2006)

aka MARCAS DO PASSADO
direção: Mark Fergus
roteiro: Mark Fergus, Hawk Ostby

Se estão pensando que só vou falar de tralha velha por aqui estão enganados. First Snow é um exemplo disto. O roteirista de Homem de Ferro e Filhos da Esperança, Mark Fergus, ataca na direção com este neo-noir de 2006 que nem se atreveu a passar nos cinemas brasileiros, indo mofar direto nas prateleiras das locadoras sem muita publicidade. Injustamente, porque é um bom filme com o elenco encabeçado pelo britânico Guy Pearce e ótimos coadjuvantes como J. K. Simmons (o J.J.Jameson de Homem Aranha) e William Fichtner, que teve uma pequena participação no novo Batman como o banqueiro que reage contra o assalto no início do filme.
Quando se fala em Neo-noir, já vem na mente aqueles filmes policiais que remetem ao gênero dos anos 40 e 50, e o pôster de First Snow acentua ainda mais essa noção. Mas o filme segue outro caminho, a história é um quebra cabeça que vai se juntando aos poucos formando um drama com elemen…

DEMENTIA 13

De onde raios saiu esse nome Dementia 13? É o que alguns de vocês devem estar se perguntando, ou não? Além de ser um nome bacana para um blog que possui uma proposta como este aqui, Dementia 13 é o título de um dos primeiros filmes do diretor americano Francis Ford Coppola.

O filme foi produzido em 1963 pelo grande Roger Corman, quando este dirigia The Young Racers na Irlanda (Corman é o rei das produções de baixo orçamento e filmar em locações de pequenos paises europeus sai muito mais barato do que filmar nos Estados Unidos) e o jovem Coppola era seu assistente de direção. Para Dementia 13, Coppola reaproveitou o cenário e os atores do filme de Corman.

O número 13 do título aparece simplesmente porque já existia um filme de 1955 chamado Dementia. A realização de Coppola não é uma obra prima do cinema de horror, mas é um bom filme carregado de clima, estética gótica estilo Mario Bava, um pouco de violência e já demonstrava a criatividade do diretor que viria ainda fazer obras primas…

DANGER: DIABOLIK (1968)

direção: Mario Bava
roteiro: Arduino Maiuri; Brian Degas; Tudor Gates e Mario Bava

O diretor italiano Mario Bava é mais conhecido por ser um mestre do horror nos 60 e 70, tendo realizado diversos clássicos como A MÁSCARA DO DEMÔNIO, OPERAZIONE PAURA, LISA E IL DIAVOLO e muitos outros. Com DANGER: DIABOLIK, Bava debruça em um gênero que ainda não havia explorado: filmes baseado em quadrinhos. E foi a prova da versatilidade do diretor. Ao aproximar o seu talento com o design atmosférico de cenários cinematográficos para um projeto de baixo orçamento, Bava alcançou um resultado visual extremamente original. O filme foi produzido pelo lendário Dino DeLaurentiis e estralado por John Phillip Law, que possuía características físicas semelhantes ao personagem criado pelas irmãs Angela e Luciana Giussani.

Diabolik é o autêntico anti-herói cuja diversão é roubar por simples prazer. Sua parceira no crime é a belíssima Eva Kent (Marisa Mell). Juntos, formam uma equipe perfeita de terroristas que d…

VANISHING POINT (1971)

aka CORRIDA CONTRA O DESTINO
direção: Richard C. Sarafian
roteiro: Guillermo Cabrera Infante

Kowalski (Barry Newman) é um dos personagens mais interessantes e enigmáticos do cinema americano. O sujeito lutou no Vietnã, foi policial e piloto de corrida e agora trabalha como entregador de carros. Seu serviço mais recente é levar um Dodge Challenger branco (o mesmo carro que Tarantino homenageia em Death Proof) de Denver para San Francisco em apenas dois dias. Para botar ainda mais lenha na fogueira, Kowalski aposta com o seu revendedor local que consegue fazer o percurso muito antes do tempo previsto e pisa fundo pelas estradas!

Os primeiros policiais que tentam pará-lo são botados pra fora da estrada. A partir daí, somos levados ao passado do personagem num flashback que mostra o trauma de quando ele ainda era um policial, e provavelmente explica o motivo de tê-los colocado pra fora sem hesitar. Ao longo de todo o filme ocorrem esses flashbacks que evocam diferentes períodos da vida de…

Recomeço...

Pronto, nem demorou muito e já estou aqui de novo. Sem divagações profundas desta vez, o blog vai ser levado de maneira informal, tentando trazer até vocês o melhor e o pior do cinema físico e fantástico ou o que vier na telha independente de gênero. Espero que gostem.
Sejam bem vindos ao Dementia 13.