Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Março, 2009

O VOYEUR (L'Uomo che guarda, 1994), de Tinto Brass

aka O HOMEM QUE OLHA
direção: Tinto Brass
roteiro: Tinto Brass

Sempre gostei dos filmes do italiano Tinto Brass, e não é só pelas beldades em trajes mínimos que o diretor arruma para embelezar suas produções (claro que isso ajuda muito), mas realmente acho o sujeito um diretor talentosíssimo e O VOYEUR é um dos seus melhores trabalhos e um dos mais surpreendentes exercícios visuais do diretor que tenta, com sua câmera, uma forma de fazer o publico experimentar o voyeur que existe em cada um (que filosófico... ou seria perversão mesmo?).

E para isso, o filme não se resume em constantes closes das periquitas, peitinhos, bundas, mulheres nuas o tempo todo, embora aconteça isso durante toda projeção. E o que é bom fica melhor ainda, pois existe um enredo interessante que motiva todas as cenas eróticas de maneira racional, mesmo que isso não importe tanto, já que a grande maioria vai assistir a um filme do Brass só pra ver a abundancia de beldades nuas. Cambada de devassos!

Na verdade, a es…

SÍNDROME DE CAIM (Raising Cain, 1992), de Brian De Palma

Ainda não conferi A FOGUEIRA DAS VAIDADES, filme que todo mundo já está careca de saber é um dos grandes fracassos do diretor (vocês que já viram, o que acham?) Outro que não foi muito bem de bilheteria na época é PECADOS DE GUERRA, que muitos consideram uma de suas obras primas, embora eu também não tenha visto. Mas fique tranqüilo, caro leitor, são poucos os filmes obrigatórios que eu tenho de ver do Brian De Palma. Além de PECADOS, ainda faltam A FÚRIA, O FANTASMA DO PARAÍSO e MURDER À LA MOD (e FOGUEIRA, mas este não é obrigatório, eu suponho). O resto eu vi...

Mas enfim, SÍNDROME DE CAIM, feito logo após o fracasso de FOGUEIRA é o retorno do cineasta ao thriller hitchcockiano, gênero que o consagrou e que fez a alegria dos fãs em filmes como VESTIDA PARA MATAR e UM TIRO NA NOITE. Ainda assim, SINDROME DE CAIM chegou a dividir bastante as opiniões. Já vi muito apreciador do cinema do cara dizer que detesta o filme, outros dizendo que adoram. Eu fico do lado dos que adoram. Não é do…

THE EXECUTIONER (Chokugeki! Jigoku-ken, 1974), de Teruo Ishii

Quando comentei sobre THE STREET FIGHTER, algumas pessoas me indicaram alguns filmes com o Sonny Chiba como G.I. SAMURAI e A LENDA DOS OITO SAMURAIS. Eu já encontrei os filmes e estão aqui esperando a boa vontade pra conferir, mas do Sonny Chiba eu acabei mesmo me deparando primeiro com este THE EXECUTIONER, indicação do amigo Takeo, do blog Asian Fury. Ainda acho THE STREET FIGHTER um filme superior, mas este aqui também é uma belezura!

O diretor Teruo Ishii, considerado um dos grandes mestres do cinema de ação oriental, faz um belíssimo trabalho juntando elementos das artes marciais, muita violência gráfica no melhor estilo dos exploitation’s orientais, um humor meio bobo, mas bastante divertido e um bocado de nudez gratuita. As cenas de lutas são extremamente brutais com direito a toda extravagância criativa que esses caras possuíam para chocar o espectador como uma cena em que o Sonny Chiba arranca a costela de um sujeito com as mãos!!!

A trama é bem bobinha e só serve pra justifica…
O próximo trabalho dos irmãos Coen será um faroeste; adaptação do livro True Grit, de
Charles Portis.

O livro já teve uma versão para o cinema: BRAVURA INDÔMITA, dirigido por Henry Hathaway, e foi com a sua interpretação neste filme que o John Wayne recebeu seu Oscar de melhor ator em 1969.

MARTYRS (2008), de Pascal Laugier

Já faz alguns anos que o cinema francês tem exportado uma leva de filmes não recomendados para quem tem coração fraco e estômago sensível. Eu não cheguei a ver nem metade do que foi lançado, mas fui surpreendido em quase todas as vezes que me deparei com algo do naipe de IRREVERSÍVEL, de Gaspar Noé; HAUTE TENSION, de Alexandre Aja; A INVASORA, de Alexandre Bustillo e Julien Maury e por aí vai...

A bola da vez é este MARTYRS, segundo longa do cineasta Pascal Laugier, que por “culpa” do Leandro Caraça em seu blog acabou intrigando todo mundo e fez uma galera boa arranjar o filme de alguma forma pra conferir. E valeu a pena, pois essa belezinha não fica nem um pouco atrás daqueles exemplos que dei no parágrafo anterior. É o filme mais subversivo, provocador e violento que eu vi em 2009.

E como bem observou o Herax em seu blog, não vale a pena dissertar sobre a trama, porque justamente a melhor coisa de MARTYRS é debruçar sobre o filme sem saber absolutamente nada e ir descobrindo aos pou…

ANTICHRIST

Primeiríssima imagem do horror dirigido pelo dinamarquês Lars Von Trier.

Sim, eu fui ao show do Radiohead...

Os sujeitos fazendo cover de Joy Division, tocando uma das minhas músicas favoritas:

SEX & FURY (1973), de Norifumi Suzuki

Ocho (Reiko Ike) toma banho tranquilamente numa banheira e de repente precisa defender-se de um grupo de bandidos que a ataca com espadas. Ela se levanta e começa a lutar e o fato de estar completamente nua não parece fazer muita diferença para os seus adversários (mas para nós, meros espectadores, faz) que vão caindo um a um a seus pés, nem sempre inteiros. A luta é levada para um cenário coberto de neve e aos poucos, a nudez e a neve ficam manchadas de sangue criando um efeito estético muito interessante.

Mas o visual neve e sangue remete a outro grande clássico do cinema exploitation Japonês: LADY SNOWBLOOD, de Toshiya Fujita, que fora lançado no mesmo ano que SEX & FURY. Mas enquanto o primeiro é um exploitation em seu estado puro, o segundo é um belo exemplar do subgênero Pink Violence, e se você ainda não conhece ou não sabe que tipo de filme verá neste estilo, a antológica cena citada no primeiro parágrafo define muito bem a sua essência.

Então não importa se a protagonista…

TWO LOVERS (2008), de James Gray

Espero que ninguém esteja com medinho em relação a este novo trabalho do James Gray por não ter ligação ao universo do crime, ao gênero policial dos filmes anteriores. TWO LOVERS, além de ser tão poderoso quanto seus outros trabalho, serve pra confirmar várias coisas, entre elas o talento do diretor, que hoje é na minha opinião um dos cinco grandes cineastas americanos surgidos nos anos 90. Serve também pra definir os seus temas prediletos já abordados anteriormente.

Ele não perde a oportunidade de discutir questões como a família, fidelidade e o peso da herança cultural. E assim como antes, há um tom melancólico impresso em cada sequência de uma forma rara no cinema estadunidense. Não é a toa que ele é considerado o diretor mais francês entre os americanos, principalmente na forma de compor, montar, pontuar, movimentar a câmera, trabalhar com os atores, etc.

E muito em TWO LOVERS se deve ao excelente trabalho de todos seus atores. Joaquin Phoenix está ótimo encarnando Leonard, um rapaz…

REVOLVER (1973), de Sergio Sollima

Alguém por aí poderia até reclamar da falta de seqüências de ação, longos tiroteios e perseguições de carro em alta velocidade pelas ruas estreitas de uma cidade européia qualquer, eu entenderia, afinal, estamos falando de um euro crime, subgênero cujo quesito “ação” é praticamente obrigatório.

Não foi o meu caso. Não senti falta alguma destes detalhes enquanto assistia REVOLVER, do italiano Sergio Sollima, principalmente quando temos um Oliver Reed inspiradíssimo num desempenho tenso, expressivo, encarnando Vito Cipriani, um ex-policial que tem a esposa seqüestrada e faz de tudo para consegui-la de volta. A exigência dos seqüestradores é que Cipriani ajude na fuga de Milo, um prisioneiro que se encontra encarcerado na mesma prisão que o protagonista administra atualmente. Mas para garantir que tudo aconteça dentro dos conformes, Cipriani seqüestra Milo e aí a coisa toda fica ainda mais intrigante.

O italiano Fabio Testi – outro ótimo ator que trabalhou com diversos diretores consagrad…

DIA DOS NAMORADOS MACABRO (My Bloody Valentine, 2009), de Patrick Lussier

Já vou avisando que não assisti ao filme original (algo que será corrigido num futuro próximo, espero), então vai ser impossível fazer algum tipo de comparação. Eu até me lembro que esse filme chegou a passar nas tardes do SBT em certo periodo dos anos 90, enfim. Tendo como parâmetro, portanto, apenas este novo DIA DOS NAMORADOS MACABRO, a coisa fica feia. Mas depende muito daquilo que cada espectador busca para si em sua "experiência cinematográfica".

Como filme de horror, DIA DOS NAMORADOS MACRABRO não presta nem pra criar um clima. Mas eu e minha namorada nos divertimos um bocado dentro do cinema, porque tanta estupidez torna tudo muito engraçado. E o pior é que o filme cai nas mesmas armadilhas e clichês que tantos outros filmes vêm caindo ao longo dos anos nessa nova leva de slashers movies e que funcionavam tão bem há 30 anos atrás. O que resta a fazer é sentar e relaxar. Tentar curtir o humor involuntário que acaba gerando...

A história é a seguinte: Tom retorna para…