Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2009

Ricardo Schott pediu para avisar:

"Não, a revista SET não acabou. De jeito nenhum. Sem chances. Não, não. Uma revista de cinema como a SET, que, em vez de leitores, tem fãs, não vai jamais morrer. No próximo dia 5 chega às bancas de todo o Brasil a NOVA SET, melhor, mais bonita e mais integrada com o mercado nacional. A revista, que traz um especial sobre 'O exterminador do futuro - A salvação', está sendo editada agora por uma equipe carioca formada por Mario Marques (publisher) e Carlos Helí de Almeida, Marco Antonio Barbosa, Nelson Gobbi e Robert Halfoun (editores). A SET é reforçada com três novos colunistas: Luiz Noronha (Ex-editor do Segundo Caderno do Globo, sócio da Conspiração Filmes), Pedro Butcher (crítico da Folha de São Paulo e editor do site Filme B) e Marcelo Cajueiro (correspondente no Brasil da revista 'Variety')." 

SHOGUN ASSASSIN (1980), de Robert Houston

Em 1980 estreou nos Estados Unidos essa pequena peça do cinema oriental carregando o nome do diretor americano Robert Houston nos créditos. Trata-se, na verdade, de uma espécie de picaretagem das mais disfarçadas. O fato é que o diretor, também produtor, fã dos chambara movies, comprou os direitos dos dois primeiros filmes da série Lone Wolf (ou Lobo Solitário, como ficou conhecido aqui no Brasil), e resolveu editar, pegando sequencias dos dois filmes, transformando num filme único que se chamou SHOGUN ASSASSIN!

Eu recomendaria os originais antes de assistir a esta obra, mas eu mesmo nunca vi algum filme da série Lone Wolf, e para falar a verdade, nem sabia do lance da picaretagem, mas tudo bem. Procurando informações sobre o caso, deparei-me com algumas diferenças entre a série de filmes do personagem com o filme de Houston que valem a pena comentar. Um das principais é, obviamente, o áudio em inglês, isso provavelmente aconteceu por dois motivos suspeitáveis: 1) o filme foi dublado p…
Claro que eu não iria ficar de fora! 
Aderindo à campanha iniciada pelo Leopoldo Tauffenbach, faço também o meu manifesto pela busca do paradeiro deste senhor aí da imagem acima. Se alguém tiver alguma informação, favor entrar em contato. 

Grato.

THE BIG RACKET (Il Grande Racket, 1976), de Enzo G. Castellari

Já faz alguns dias que assisti a este poliziesco de primeiríssima qualidade com assinatura do mestre italiano Enzo G. Castellari, o mesmo que já nos brindou com clássicos como ASSALTO AO TREM BLINDADO, KEOMA, GUERREIROS DO BRONX e muitos outros. THE BIG RACKET é mais um filmaço do diretor, hours-concours do cinema policial italiano e obrigatório para qualquer criatura que deseja enveredar-se pelo subgênero mais cool do cinema carcamano!

Fabio Testi, ator magnífico, encabeça o elenco interpretando um policial do tipo linha dura que não se inibe ao utilizar métodos nada ortodoxos contra a bandidagem, principalmente quando se trata dos membros de uma organização criminosa que cobra dos pequenos comerciantes uma “taxa de proteção” absurda. E pior para aqueles que não aceitarem as condições dos bandidos, como é mostrado já nos créditos iniciais!

A coisa fica mais feia ainda quando os criminosos rolam o carro do protagonista por uma ribanceira abaixo - com ele dentro, diga-se de passagem - n…

ZERO WOMAN: RED HANDCUFFS (Zeroka no onna: Akai wappa, 1974), de Yukio Noda

Para quem está a fim de uma dose na veia de violência estilística, artsploitation apurado, nada melhor que este primeiro filme da série ZERO WOMAN, que rendeu diversas sequências ao longo dos anos, inclusive na década de noventa e nesta atual, que acabaram direto no mercado de DVD's. Não cheguei a ver nenhum filme mais recente da série, mas não devem ter o mesmo nível criativo e contextual deste clássico do cinema de exploração japonês.

ZERO WOMAN: RED HANDCUFFS é um autêntico Pink Violence, bastante elegante na sua concepção visual, na combinação dos filmes policiais dos anos setenta com uma brutalidade explícita e estilizada que rendem um belo culto à violência visceral. Infelizmente, peca um bocado pela misoginia, hoje vista pelos maus olhos da sociedade com muito mais afinco, mas na época devia fazer a alegria das bichas enrustidas, mas isso não estraga a diversão...

Resumindo consideravelmente a trama, Miki Sugimoto vive a policial de um departamento especial, a “Zero Womam” do…

QUATRO NOITES COM ANNA (Cztery noce z Anna, 2008), de Jerzy Skolimowski

Estava com este filme aqui mofando há algum tempo, mas só agora resolvi colocar na agulha pra conferir, principalmente por ser o retorno, depois de quase vinte anos de abstinência cinematográfica, de um dos grandes monstros do cinema europeu, Jerzy Skolimowski. Sempre recomendo aos amigos ATO FINAL, filme do diretor que retrata a juventude de uma forma bastante expressiva, tanto como registro ideológico daquela época, quanto pelos fatores estéticos e cinematográficos. Um dos meus filmes favoritos da década de 70.
Mas vamos logo ao filme em questão, QUATRO NOITES COM ANNA, cujo título me lembra filme de sacanagem, mas não é nada disso (e não fiquem desanimados, ok?), trata-se de uma belíssima e melancólica estória de amor platônica e obsessiva, que na visão pessimista do diretor, literalmente dá de cara com o muro. Temos um sujeito meio excêntrico como protagonista que, por mais que a câmera de Jerzinho o acompanhe de perto, ficamos com a sensação de que nunca vamos entendê-lo. Mas não …

HUNGER (2008), de Steve McQueen

Primeiramente, será que não havia ninguém para avisar ao diretor que o nome que ele utiliza já pertenceu à outra pessoa ligada ao cinema? Aliás, um dos maiores atores americanos de sua geração, pra ser ainda mais puxa-saco do ator! Enfim, isso não importa. O que vale é o resultado bem interessante deste trabalho aqui.

HUNGER descreve as penosas condições carcerárias e as brutais repressões que sofriam os ativistas do IRA, no início dos anos 80, em uma luta para serem reconhecidos como presos políticos. Nisso tudo, o filme basicamente se estrutura em duas partes. A primeira, até um tanto didática, mas sem cair na mesmice de outros filmes do gênero, mostra o dia a dia na prisão. A segunda ganha uma força maior quando a narrativa se concentra em Bobby Sands (Michael Fassbender), um dos líderes ativistas, que resolve fazer greve de fome. Também não deixa de ser didático, mas acompanhar o processo do cara definhando é algo muito tenebroso...

É legal observar a relação entre o olhar do direto…

DRUNKEN MASTER II (Jui Kuen II, 1994), de Liu Chia-Liang & Jackie Chan

Longe de Cannes, só nos resta ver um bom filme de porrada!!! Dezesseis anos após ter estrelado DRUNKEN MASTER, Jackie Chan retornou com este DRUNKEN MASTER II, que possui ligação com o filme anterior apenas pela presença do ator e por ele utilizar a técnica dos oito deuses embriagados, mas são filmes totalmente independentes. E por mais que eu tenha rasgados elogios ao primeiro, este aqui consegue ser superior! É provavel que seja a última obra prima do cinema de artes marciais...

Corrijam-me se eu estiver errado, mas desde o início da década de 80 Jackie Chan não participava de uma produção de época. Mas o fato é que no começo dos anos 90, houve um ressurgimento dos filmes de kung fu históricos, como ERA UMA VEZ NA CHINA, por exemplo, estrelado por Jet Li, então era inevitável que Chan retornasse ao gênero que o tornou famoso, principalmente nesta espécie de sequencia de um dos seus principais trabalhos que o elevou ao estrelato.

E é muito bacana poder ver Jackie Chan fazendo papel de…

Agora sim!

Ps: em homenagem ao Caio que não está nem um pouco a fim de ver este filme...
Ps2: Agradecimento ao Herax, que me deu a dica.

The Expendables

Sairam em alguns sites, ainda em baixa qualidade, uns materiais promocionais apresentados em Cannes do novo filme do Stallone.

Top 10 Cannes

Copiando a idéia de outros blogs, segue uma lista dos meus dez vecedores de Cannes favoritos (em ordem cronológica) e rapidamente comentados:
A DOCE VIDA (La Dolce Vita, 1960), de Federico Fellini: A nova Babilônia sob a visão de Fellini. 
O LEOPARDO (Il Gattopardo, 1963), de Luchino Visconti: Um diretor da linhagem de Visconti não encontraria um universo mais adequado para filmar do que neste seu épico da decadência humana. 
BLOW UP (1966), de Michelangelo Antonioni: Os italianos comandam. Aqui temos uma das maiores aulas de gramática cinematográfica da sétima arte.
A CONVERSAÇÃO (The Conversation, 1974), de Francis Ford Coppola: Exercício de direção dos mais expressivos embalado num thriller de espionagem sensacional.
TAXI DRIVER (1976), de Martin Scorsese: A obra prima suprema de Scorsese.
APOCALYPSE NOW (1979), de Francis Ford Coppola: Robert Duvall e o cheiro de napalm pela manhã já se tornou clássico absoluto. E ainda temos Martin Sheen, Dennis Hopper... Marlon Brando!!!
PARIS, TEXAS (…

EXÉRCITO DAS SOMBRAS (L'armée des ombres, 1969), de Jean-Pierre Melville

Belo filme. Também não deixa de ser uma das obras mais perturbadoras e melancólicas do diretor (entre os filmes que eu andei vendo ultimamente e postado aqui no blog). De todos estes que eu vi, ainda prefiro LE CERCLE ROUGE, mais pela minha identificação particular pelo cinema policial, porém os dois ficam no páreo de igual para igual em excelência. 
A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial e serve de pano de fundo para que o diretor trabalhe o estado de espírito de alguns membros da resistência francesa, principalmente um de seus líderes, interpretado por Lino Ventura, que vai gradualmente descobrindo que ele e seus companheiros devem trair a sua humanidade em prol de seus ideais, embora no final, os seus esforços são essencialmente inúteis como benefício próprio. O modo com que o diretor opera o psicológico dos personagens, trabalhando o medo, a dor, o conflito, a relação com a morte e o fato de se tornarem verdadeiras sombras, gera vários momentos incríveis. A cena onde os …

James Mason

Ator sensacional, estaria completando 100 anos hoje se fosse da mesma raça que o Manoel de Oliveira...

Perfeita homenagem a ele pode ser vista aqui.
obs: Hoje é dia de atualização no Dia da Fúria, dando sequencia ainda no Sergio Sollima! Tem texto do Herax e Otávio sobre CORRE HOMEM CORRE e Leandro Caraça falando de CIDADE VIOLENTA! Imperdível.

James Cagney em dose dupla!

O Daniel (now, just Daniel) vivia falando pra eu assistir aos filmes desse baixinho impertinente. Então, lá fui eu...

O primeiro é INIMIGO PÚBLICO (Public Enemy, 1931), do diretor William A. Wellman, que foi um verdadeiro mestre do cinema americano hoje pouco lembrado, infelizmente. Dirigiu ASAS, primeiro vencedor do Oscar de melhor filme, e um dos westerns mais admiráveis que existe, CONSCIÊNCIAS MORTAS, com Henry Fonda. Mas voltado ao que interessa no momento, INIMIGO PÚBLICO é um marco dentro do gangster movie e é difícil saber o que seria de um Scorsese sem ele. Claro que tivemos, no mesmo período, vários exemplares que serviram de base para solidificar o subgênero, mas a influência deste aqui é inegável. 


Sujeito é mau demais mesmo...
O filme se resume em contar a vida de Tom Powers (Cagney), sujeito que desde a infância é um problema para a lei. Quando adulto, torna-se um gangster com moral, dinheiro e mulheres. Aliás, muito boa a cena que Cagney esfrega uma laranja na cara de u…

INFERNO NO PACÍFICO (Hell in the Pacific, 1968), de John Boorman

Não sei justificar porque enrolei tanto pra assistir a este filme tão obrigatório na minha lista de pendências. Talvez por negligência mesmo, mas a verdade é que o Lee Marvin é o meu ator favorito, então quem já viu INFERNO NO PACÍFICO deve saber que era praticamente uma questão de honra conferir este aqui.

Quem ainda não conhece o filme, vai ter uma boa referencia se já tiver assistido o clássico da sessão da tarde, INIMIGO MEU, estrelado por Dennis Quaid e Louis Gossett Jr, dirigido por Wolfgang Petersen em tempos áureos e inspirados. Agora, quem não conhece nenhum dos dois, pode mudar de área, vá ler um livro, jogar video game, etc, porque cinema não é pra você mesmo!

Mas se ainda quiser continuar a ler o texto, tudo bem, então vamos a história: Já perto do fim da Segunda Guerra Mundial, um piloto norte americano (Marvin) e um oficial japonês (Toshiro Mifune), acabam presos numa pequena ilha deserta. Espero que aqueles que não conheciam ambos os filmes – e mesmo assim insistiram em c…