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Mostrando postagens de Novembro, 2009

HONKYTONK MAN (1982), de Clint Eastwood

Clint Eastwood é um desses diretores que sempre terá um espaço reservado no Dementia 13, independente de gênero. Seja em seus faroestes desmistificadores ou policias classudos, mas também em dramas sensíveis e tocantes como HONKYTONK MAN, um dos poucos filmes dirigidos pelo Clintão que precisava assistir urgentemente. Não faltam muitos agora, vou ver se consigo fechar a filmografia dele em 2010, já que eu sou muito desorganizado para essas coisas de ver filmografias de uma vez. Sempre abandono no meio do caminho...

Clint interpreta Red Stovall, um músico tuberculoso em plena depressão americana que parte numa jornada com seu sobrinho (Kyle Eastwood, filho do diretor) para Nashville, demonstrar seus dotes musicais em sua última tentativa de ser alguém na vida, última chance para deixar sua marca.

O enredo é bem simples, mas Eastwood é capaz de pegar o mais banal dos materiais e transformar numa bela obra de arte, e não digo apenas na estética, ele consegue colocar substância na trama e n…

O ÚLTIMO GRANDE HERÓI (Last Action Hero, 1993), de John McTiernan

Revi outro dia O ÚLTIMO GRANDE HERÓI, um dos filmes mais importantes da minha pré-adolescência, que me fez compreender, ainda muito cedo, sobre questões que envolvem a magia do cinema, sobre a linha tênue que separa a fantasia da realidade, sobre os heróis de ação que fizeram minha cabeça ainda muito jovem, como Stallone, Van Damme, Steven Seagal, e claro, Arnold Schwarzenegger! E o mais legal é que esta verdadeira aula não soa chata nem pretensiosa, mas diverte a valer com uma narrativa embalada à doses de ação, muito humor, trilha sonora esperta, referências cinematográficas, enfim, é sempre um prazer rever essa jóia dos anos 90.
Um dos motivos que me fez gostar tanto de O ÚLTIMO GRANDE HERÓI foi a condução narrativa através do ponto de vista de um garoto, com seus 13/14 anos, movie geek, apaixonado pelo bom e velho cinema de ação da mesma forma que muitos de nós éramos na mesma época. Que garoto não gostaria de vivenciar a libertação dos reféns em DURO DE MATAR acompanhado de John …

BURIAL GROUND (Le Notti del Terrore, 1981), de Andrea Bianchi

Dos filmes do fim de semana, um dos mais legais foi este clássico zombie movie carcamano, BURIAL GROUND, dirigido por Andrea Biachi, considerado um dos piores profissionais em sua área ao lado de Bruno Mattei... Mas não se preocupem com essas classificações, os verdadeiros fãs das bagaceiras à italiana vão adorar este aqui, nem que seja para dar boas risadas das situações que acabam gerando humor involuntário.
BURIAL GROUND é uma coisa linda, já está entre os meus zombie movies favoritos! A estória é bem tola, sobre três casais e um adolescente que visitam um cientista que trabalha em sua propriedade escavando e estudando alguma coisa que, pra falar a verdade, nem me recordo o que era... Só lembro que no início ele diz algo como “Sou o único que conhece o segredo!”. Mas acho que este detalhe não chega a ser muito importante na trama, já que 2 minutos depois, de volta às suas escavações, o cientista é atacado por um bando de zumbis e o tal segredo nunca é revelado no decorrer da estória…

CUT AND RUN (Inferno in Diretta, 1985), de Ruggero Deodato

CUT AND RUN fecha uma espécie de trilogia da selva do diretor Ruggero Deodato, se considerarmos ULTIMO MONDO CANNIBALE e CANNIBAL HOLOCAUST como trabalhos da mesma natureza. Embora este último seja o mais notório da carreira do diretor, CUT AND RUN consegue ser ainda bem mais bizarro pela miscigenação de gêneros e estilos colocados num único filme. Deodato consegue equilibrar terror, ação e aventura com a mesma atmosfera de seus cannibal movies, e ainda encontra inspiração em APOCALYPSE NOW, com direito a um coronel maluco comandando os nativos no meio da selva.
Se funciona essa mistureba? Depende muito de cada um, mas ajuda bastante se você for fã do diretor. O negócio é que é impossível ficar indiferente tendo um sujeito como Ruggero Deodato atrás das câmeras. Nunca vai ser uma simples aventura na selva e o diretor possui criatividade suficiente para realizar um filme singular, e não mais um rip off de CANNIBAL HOLOCAUST como surgiam aos montes na época. Embora tenhamos aqui um menu…

A NOITE DO TERROR CEGO (La Noche del Terror Ciego, 1971), de Amando de Ossorio

Com o novo padrão estético e narrativo dos filmes de zumbis (e por que não, do terror de um modo geral?) definido por George Romero em A NOITE DOS MORTOS VIVOS, o diretor espanhol Amando de Ossorio resolveu deixar sua autêntica contribuição ao subgênero com este A NOITE DO TERROR CEGO, colocando cavaleiros templários como zumbis que saem das tumbas para fazerem suas vítimas...
A mitologia desses zumbis, na qual rendeu uma saga que ainda possui mais três filmes além deste aqui, narra que os tais cavaleiros templários, ainda na idade média, foram condenados por heresia e tiveram seus olhos arrancados, mas por possuírem um conhecimento secreto de magia negra, conseguiram perpetuar seus corpos ao longo do tempo, escondidos nas ruínas onde no passado foram condenados.

Betty (Lone Fleming) e Virginia (Helen Harp) são duas amigas dos tempos de colégio que se reencontram, após muitos anos, na piscina de um hotel. Virgínia está há dias tentando conquistar Roger (César Burner), mas quando este p…

Aventuras sangrentas de um cinéfilo capixaba na capital paulista...

O fim de semana em SP foi uma experiência fascinante. Os três dias de oficina de maquiagem e efeitos especiais com o Rodrigo Aragão, diretor de MANGUE NEGRO, me permitiram explorar um pouco da magia do cinema, além de conhecer várias pessoas legais, alguns já trabalhando na área, diretores de curtas, filmmakers, outros bem curiosos a respeito dos processos, mas todos compartilhando a mesma paixão pelo cinema fantástico, de horror, etc... algo extremamente difícil de encontrar por aqui em Vitória-ES.

Fora da oficina, tive o prazer de conhecer pessoalmente o companheiro d’O Dia Da Fúria, o grande Leopoldo Tauffenbach, que é um sujeito esplendido. Além dele, conheci o veterano blogueiro Marcelo Carrard, do Mondo Paura, os organizadores do Cinefantazy, Edu e Vivi, e ainda o Marc Price, diretor de COLIN, filme britânico de Zumbi que passou na sexta à noite. O sujeito, que se chama na verdade Marc Vincent Price, é uma figura e tanto. Eu e o Leopoldo tiramos uma foto com ele num restaurante o…

O ESTRANHO SEGREDO DO BOSQUE DOS SONHOS (Non si sevizia un paperino, 1972), de Lucio Fulci

Antes de viajar, mais um textinho de lambuja. Revi O ESTRANHO SEGREDO DO BOSQUE DOS SONHOS, um dos maiores filmes do genial Lucio Fulci, o qual é sempre um prazer poder ver e rever grande parte da sua obra. Carrego boas lembranças de seus filmes e este aqui é especial porque acumula algumas das cenas mais memoráveis e impressionantes que o homem já filmou, a começar pela belíssima e mórbida sequência de abertura, o plano nas mãos da brasileira Florinda Bolkan desenterrando o esqueleto de uma criança pequena... muito arrepiante!
No entanto, fica difícil distinguir de fato um gênero para o filme. É um exercício de terror, sem dúvida, com alguns elementos dos gialli, acompanhado de um comentário político. Mas não importa, o que vale no fim das contas é a experiência de ver um gênio em atividade em uma de suas ocasiões mais inspiradas. E Fulci chuta o balde e já subverte na premissa: numa pequena cidade do interior italiano, as crianças é que são alvos de um serial killer. Suspeitos é que …

4o. Curta Fantástico em São Paulo

Agora é a vez de DEMENTIA 13 marcar presença!

No último fim de semana do festival, nos dias 13, 14 e 15 de novembro, estarei em São Paulo participando de uma oficina de maquiagem e efeitos especiais ministrada pelo Rodrigo Aragão, diretor de MANGUE NEGRO, e aproveito para assistir alguns filmes da programação. Até lá!

DIFÍCIL DE MATAR (Hard to Kill, 1990), de Bruce Malmuth

Digamos que para nós, fãs do astro Steven Seagal, o homem entrou no mundo do cinema com pé direito em NICO – ACIMA DA LEI, um puta filme policial de ação, sensacional, que a grande maioria tem preconceito justamente porque é estrelado pelo ator de rabinho de cavalo. E olha que ele nem usava ainda o rabinho em sua estréia! DIFÍCIL DE MATAR é o seu segundo trabalho e confirma que o sujeito veio para ficar, detonar com muitos bandidos e fazer a alegria da moçada!

DIFÍCIL DE MATAR pode até não ser melhor que NICO, mas para quem quer apenas sentar no sofá e assistir ao nosso herói distribuindo bala, quebrando alguns braços e jogando os malandros por vidraças, este aqui é o filme ideal, principalmente pela simplicidade do tema, sem a ênfase política de seu trabalho anterior (embora não deixe de ter). Quer apenas divertir seu público e faz isso muitíssimo bem.

Para quem não se lembra (o que eu acho improvável, já que o filme passava toda semana nas tardes do SBT), a trama é uma variação da est…