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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

NOT OF THIS EARTH (1988), de Jim Wynorski

Remake de um sci-fi de mesmo título dirigido por Roger Corman em 1957, NOT OF THIS EARTH pode ser considerado tanto como gozação quanto uma homenagem aos clássicos do gênero. A idéia é do próprio Corman, que colocou na direção o seu pupilo do momento, Jim Wynorski. Mas em 1988 o grande público já não queria ver um filme B com efeitos especiais fora de moda e estória ingênua que não faz a mínima questão de se levar a sério. Sobrou apenas aos fãs ardorosos de tralhas divertidas o prazer de desfrutar mais uma maravilha da dupla Corman/Wynorski.

Uma das principais atrações é a atriz principal, Traci Lords, em seu primeiro papel “sério” no ramo, levando em conta que já havia atuado em mais de 60 filmes pornôs até então. É uma pena que seus atributos sejam tão pouco “aproveitados”, protagonizando apenas uma ceninha de topless. Ela até que se sai muito bem interpretando uma enfermeira que acaba se envolvendo numa trama onde um vampiro do espaço, que parece ter saído de OS IRMÃOS CARA DE PAU, …

THE SWORD AND THE SORCERER (1982), de Albert Pyun

Não se preocupem, este ainda é o Dementia 13 de sempre, voltado para o lado obscuro do cinema, mas com um visual mais claro... aquele fundo preto, embora eu goste bastante, estava me dando dor nos olhos quando eu lia os textos. Então espero que não se importem, porque ainda temos muitas surpresas para serem comentadas, começando com mais uma pérola do Albert Pyun.
Fui logo de uma vez para o seu filme de estréia, que eu nunca tinha assistido, embora o gênero aventura/fantasia tenha sido um dos meus prediletos durante a infância. E como não me lembro de ter postado sobre algum Sword & Sorcerer movie aqui no Dementia 13, por que não começar com aquele filme cujo título nomeou o gênero?

O herói com sua espada cheia de surpresas...

Os anos oitenta deixaram um vasto acervo de exemplares deste estilo que tratava de tempos longínquos e misturava realidade e fantasia em aventuras alucinantes que maracaram época. A maioria encontra-se esquecida atualmente ou não chegou sequer a ser conhecida…

Zelda Rubinstein

RIP
1933 - 2010

MANSÃO DO TERROR, aka O POÇO E O PÊNDULO (Pit and the Pendulum, 1961), de Roger Corman

Se O POÇO E O PÊNDULO não for a melhor dentre as adaptações da obra de Edgar Allan Poe realizada pelo Roger Corman, ao menos é provável que seja a mais assustadora. A ORGIA DA MORTE permanece no topo, na minha opinião, pela combinação visual impressionante, o uso das cores de maneira única como elemento de horror e a fotografia sensacional de Nicholas Roeg, além, é claro, por Vincent Price numa atuação impecável incorporando o diabólico Prospero.

Vincent Price e seu sorriso sapeca...

Mas O POÇO E O PÊNDULO também é uma autêntica obra de arte do terror clássico dirigido magistralmente pelo mestre Roger Corman. Desses filmes que chega a bater uma tristeza e nos faz refletir o que aconteceu com o gênero... Por que não se filma mais com tanta elegância, beleza e atmosfera? Claro que existem ótimos casos que ainda salvam atualmente, mas de uma maneira geral o plano mais insignificante de um filme do Corman humilha qualquer coisa do gênero produzida por um grande estúdio americano nos último…

RANGERS (2000), de Jim Wynorski

Enquanto Hollywood prepara outro filme caríssimo qualquer que seja sobre a situação no Oriente Médio, guerras e intrigas políticas altamente elaboradas, com um elenco formado pelo alto escalão do cinemão americano, cenas de ação explosivas e efeitos especiais de primeira, com exceção de poucos filmes o resultado é sempre mais do mesmo.

Sendo assim, prefiro sossegar no meu confortável sofá, degustar de um bom inebriante e colocar na agulha uma tralha do nível de RANGERS, filme onde um roteiro cretino é mero detalhe, os atores são péssimos, as situações são forçadas e o resultado é ruim de doer! Ao menos não possui pretensão alguma e cumpre muito bem o papel ao qual foi designado: servir de diversão aos fanáticos por tosqueiras de baixo orçamento.

O filme é mais uma proeza do Jim Wynorski, discípulo de Roger Corman que apareceu com seus primeiros filmes nos anos 80 e não parou mais, possuindo atualmente 79 filmes catalogados no imdb, mas como nem o famoso site consegue acompanhar o ritmo …

Filmes recentes...

Meu tempo de dedicação ao blog anda bem curto, por isso a falta de atualização com textos maiores, mas vou arriscar algumas palavras do que tenho visto neste primeiro mês de 2010 dentre os filmes novos. Fui ao cinema com a patroa assistir ao mais recente Guy Ritchie, SHERLOCK HOLMES. Como defensor confesso do cinema do ex-marido da Madonna, apesar de tantos detratores, saí um pouco decepcionado da sessão. Não que o filme seja ruim, mas não está a altura de seus melhores trabalhos. É uma boa diversão e só. Quem ganha muito com isso é Robert Downey Jr. que aproveita um bocado o momento para fazer o que sabe melhor (e que o público tem adorado): mais uma variação do mesmo personagem...

Assisti também a BLACK DYNAMITE, que é uma delícia de filme e merecia um post a parte. Fica a recomendação. 500 DIAS COM ELA tive que ver com a patroa, não faz muito o meu gênero, mas é bem simpático. Mas um filme que quase me colocou de joelhos foi HARRY BROWN, do estretante Daniel Barber, uma investida sé…

PIRANHA 3D - imagens e trailer

Algumas imagens bem interessantes dos sets de PIRANHA 3D, novo filme dirigido por Alexandre Aja e que está para sair este ano. Estou ansioso por este aqui.

E o trailer:

CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B

Por César Almeida

Gênios ou loucos? Aproveitadores ou revolucionários? Conheça a história de homens e mulheres que não desfilaram pelos tapetes vermelhos de Hollywood. Personagens que escreveram a história do cinema por linhas tortas, pavimentando o caminho para as grandes produções. Nomes como Roger Corman, Russ Meyer, Mario Bava, Terence Fisher e Jess Franco, que abriram passagens, quebraram tabus e tornaram-se mitos, influenciando até hoje cineastas da estirpe de Tim Burton e Quentin Tarantino.

O Cemitério perdido dos Filmes B traça um panorama do Cinema de baixo orçamento através das resenhas de 120 produções de diversos gêneros. Um retrato honesto e divertido dos heróis não celebrados da Sétima Arte.

HAMMER HORROR, GIALLO, POLIZIESCO, NAZI-EXPLOITATION, BLAXPLOITATION, SPAGHETTI WESTERN, SCI-FI...

Tudo isso e muito mais, em breve no Cemitério perdido dos Filmes B. À venda a partir do dia 3 de Fevereiro de 2010 através do e-mail sartanawest@ig.com.br. Nas melhores livrarias do Brasil …

PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR (The Funhouse, 1981), de Tobe Hooper

Havia pelo menos uns 150 anos que não assistia PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR, do Tobe Hooper, um diretor que adoro, mas preciso começar a rever algumas coisas dele que estão se apagando da memória, como foi o caso deste aqui. Não me lembrava de quase nada, apenas o essencial para dizer que gostava.
O filme ainda é muito bom, embora a narrativa seja um pouco lenta demais para o padrão, mas é um slasher elegante que merece ser celebrado. Na abertura Hooper cita PSICOSE, de Hitchcock, e HALLOWEEN, de John Carpenter, de maneira muito divertida. O filme se passa num parque de diversões onde um grupo de adolescentes fica preso e a mercê de uma criatura bizarra (concebida pelo genial maquiador Rick Baker).

Além da citação do inicio e cenários que parecem ter saídos de um filme de Mario Bava ou Dario Argento, THE FUNHOUSE ainda faz referências a vários símbolos conhecidos dos clássicos filmes de terror da universal. Hooper extrai um universo muito interessante do parque de diversões e que…

BIOHAZARD (1985), Fred Olen Ray

Filme de início de carreira de Fred Olen Ray, o homem por trás de uma porrada de bagaceiras deliciosas como HOLLYWOOD CHAINSAW HOOKERS e que possui no currículo mais 100 filmes como diretor. BIOHAZARD é uma mistura muito bizarra de sci-fi e terror, realizado de modo independente, com atores péssimos, produção tosca, mas com muita disposição em divertir um grupo específico de cinéfilos que adora os filmes que de tão ruins, tão mal feitos, se tornam ótimas diversões.
Às vezes prefiro sentar no sofá e desfrutar uma porcaria sem pretensão alguma, realizado sem orçamento, como é o caso de BIOHZARD, do que ir ao cinema ver esses filmes que se levam a sério, superproduções das quais foram investidos rios de dinheiro, mas não chegam aos pés de tranqueiras que não possuem preocupação em atrair um grande público ou ganhar o Oscar de efeitos especiais (nada contra a este tipo de filme também).

BIOHAZARD é um charme! Não são poucas as vezes que aparece um microfone nos cantos da tela, ou então alg…

INVICTUS (2009), de Clint Eastwood

Antes de qualquer coisa, INVICTUS enfatiza a boa fase recente de Clint Eastwood e o confirma também como um dos diretores mais essenciais ainda em atividade (algo que já estava confirmado há tempo, na verdade). O que me agrada no filme é a forma com o qual o diretor lida com o seu recorte histórico, trabalhando com um ícone da história recente, Nelson Mandela, sem nunca transformar o material no basicão habitual das estruturas narrativas biográficas. Inclusive, seu recorte é bem simples e mostra como Mandela utilizou a equipe de rugby da África do Sul, em pleno campeonato mundial acontecendo em seu país, como ferramenta política. Claro que no final das contas INVICTUS não deixa de ser mais um filme para servir de exemplo e inspirar o público, mas sem soar piegas como seria caso o mesmo roteiro fosse parar nas mãos de um Ron Howard, por exemplo.

Sem contar que Morgan Freeman deve ser parente do Mandela. Impressionante a construção de personagem. Matt Damon também está ótimo e o velho Cl…

GOTHIC (1986), Ken Russel

Difícil escrever sobre esse filme, principalmente para uma anta como eu que só consegue captar a superficialidade das coisas. Mas GOTHIC, até mesmo em sua superfície, causa bastante impacto com seu visual carregado em simbolismos e elementos metafóricos, atmosfera de pesadelo e excelente direção do Ken Russel, que é um sujeito que eu tenho muito ainda a descobrir.
A trama pode ser resumida como um exercício de terror surrealista ao estilo de Buñuel e Jodorowsky, especialmente nos últimos 20 minutos, ou trata-se, na verdade, sobre cinco pessoas que passam por maus bocados numa mansão isolada em uma ilha, tomando as drogas da época e tendo os mais diversos delírios causados pelos entorpecentes, tudo impresso sob o olhar apurado do diretor, evocando, sobretudo, elementos religiosos, algo que se não estou enganado, tem grande peso no repertório de temas de Russel.

A imagem que ilustra o post, da cena em que o famoso quadro de Fussli é recriada, é só pra dar um gostinho para quem ainda não…

Eric Rohmer

2010 começou mal... muito mal.

R.I.P 1920 - 2010

UNIVERSAL SOLDIER: REGENERATION (2009), de John Hyams

Eu só espero que Van Damme justifique sua decisão de não participar de THE EXPENDABLES com bons filmes de ação como este SOLDADO UNIVERSAL: REGENERATION, terceiro filme da franquia que se iniciou em 1992 (com um dos melhores filmes estrelado pelo baixinho). Acho muito difícil ele manter o nível e aposto que não vai fazer nada melhor que o filme do Stallone, mas seus últimos trabalhos foram bons passatempos, que continue assim pelo menos.

O segundo filme da série é uma porcaria que não deveria ter saído do papel. Já este derradeiro é diversão garantida com altas sequências de ação muito bem dirigidas por John Hyams, filho do diretor Peter Hyams (trabalhando aqui como diretor de fotografia). Lá pelas tantas, há um plano sequencia muito bem realizado demonstrando que o diretor possui um certo talento pra coisa, com Van Damme em um corredor estreito matando geral os terroristas sem piedade alguma, com uma brutalidade pulsante, com a camera indo e vindo e o ator num trabalho intenso... a tí…

THE KLANSMAN (1974), de Terrence Young

Para começar bem o ano, revi essa preciosidade dos anos 70, estrelado pelo meu ator favorito, Lee Marvin, o qual vive um xerife casca grossa de uma pequena cidade americana que precisa tomar certas atitudes quando um grupo da Ku Klux Klan resolve botar pra quebrar em cima dos negros.

THE KLANSMAN é um filme interessante, desses que ninguém teria coragem de realizar hoje dentro de um estúdio americano, uma fábula cruel e violenta sobre racismo.

Naquele período o politicamente incorreto não era visto com o rabo de olho como é hoje (na verdade, era, só que os produtores ainda tinham audácia para financiar certas coisas). Brancos estuprando negras, castrando e assassinando negros à sangue frio, são pequenos detalhes presentes aqui, entre outras coisas, inimagináveis na Hollywood atual.

A primeira versão do roteiro, baseado num romance de William Bradford Huie, foi escrita pelo mestre Samuel Fuller – ele também seria o diretor do projeto – mas muito pouco do que fora filmado estava realmente …