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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

Albert Pyun - Site Oficial e algumas palavras

Desabafo do Pyun em um fórum de discussões postado em seu blog há uns dias:

"Here's my answer about being hated by critics and moviegoers in general.

First, I must say that since I was 8 or 9, I always dreamed of making movies. Not be a director, or get paid a lot of money or achieve any level of recognition and fame. I just loved making movies and exploring interesting ideas in those films. In that way, i guess I'm more like a painter or sculpture or even musician. I just do it for the love of it.

Because my Father was in the military, I spent my early years traveling around the world and during that time i saw mostly foreign films without the benefit of sub-titles or dubbing (thank god). so I learned to appreciate movie storytelling from an almost purely visual and sound design way.

I learned that stories could be told via composition, color, textures and light. And I really came to enjoy that form of storytelling. Where plot and character are revealed over time and I es…

OPERATION COBRA, aka INFERNO (1997), Fred Olen Ray

Não sou expecialista no cinema de Don “The Dragon” Wilson, mas um dos meus filmes preferidos do homem certamente é este OPERATION COBRA, de Fred Olen Ray. O filme coloca o ator como um agente especial da polícia e logo no início, numa operação arriscada dentro de um museu, seu parceiro é morto numa explosão causada por um vilão brutamontes, de rabo de cavalo. A trama, a partir daqui, remete a um filme que eu postei outro dia, HAMMERHEAD, do Castellari. Donnie tira umas férias a pedido do seu chefe, mas acaba indo justamente ao lugar onde o bandido se encontra, na Índia, para dar início às investigações e tentar vingar a morte de seu parceiro. Wilson não é daqueles atores que consegue sustentar um personagem à base de interpretação. Ele é melhor quando deixa seus conhecimentos de artes marciais falarem por ele. Em OPERATION COBRA, esses conhecimentos chegam a fazer discursos! Basicamente, a trama se resume numa sucessão de cenas de luta, com "The Dragon" desferindo golpes em …

Novo blog no ar

O leitor e amigo "Demofilo Fidani" agora tem um blog: OLHAR GRATUITO.
Pelo pseudônimo do sujeito já dá pra ter uma noção do tipo de filme que encontraremos por lá.
Prestigiem.

Mais dois Steven Seagal

THE KEEPER (2009), de Keoni Waxman

Eu disse no post de DRIVEN TO KILL que 2009 foi um bom ano para o astro de ação Steven Seagal. THE KEEPER e A DANGEROUS MAN foram seus últimos trabalhos, dirigidos pelo mesmo sujeito, inferiores ao DRIVEN, mas bons o suficiente para agradar aos fãs mais ardorosos do ator, diferente de alguns filmes que ele estrelou na metade da última década e decepcionou bastante. THE KEEPER tem um roteiro mais sério, embora não se possa exigir tanto dos reponsáveis por esta função, trazendo Seagal como um habitual policial ético e de bom coração. O inicio é praticamente um mini filme dentro do enredo. Seagal e seu parceiro fazem uma batida para flagrar uns traficantes de drogas e trocam tiros com os meliantes. Só sobram os dois tiras e muita grana em cima da mesa. Seagal é traído pelo parceiro, leva um tiro e entra em coma. Agora, o parceiro traidor precisa se livrar da estupidez que fez eliminando a vítima que não matou direito, mas não vamos esquecer que Segal é …

Notas de um carnaval cinematográfico - Parte Final: DAYBREAKERS (2009), de Michael Spierig e Peter Spierig

Para finalizar as aventuras cinematográficas do Carnaval (já devem estar enchando o saco), assisti a esta recente produção sobre vampiros, cuja idéia central até que é muito interessante (confesso que fiquei empolgado quando vi o trailer), mas o filme sofre um pouco na execução. Cai em quase todas as armadilhas e clichês que tornam a grande maioria das super produções em filmes medíocres pretensiosos que servem, na verdade, apenas para encher o bolso dos executivos. Está longe de ser uma total decepção, mas poderia ter ido muito além.
No futuro, a raça humana está quase extinta. 90% da população é composta por vampiros que vive normalmente como nós nos dias de hoje, com a peculiaridade de que passam um perrengue e lutam desesperadamente para obter uma nova fonte de alimento, algo que substitua o sangue humano, já que este prato específico encontra-se extremamento escasso no cardápio da população. Para piorar a situação, uma nova raça mutante começa a surgir devido a falta de alimento…

Notas de um carnaval cinematográfico - Parte 4: Dois filmes de ação

FUTURE FORCE (1989), de David A. Prior

David A. Prior é um maluco que resolveu virar diretor, mas esqueceram de dizer a ele que não tem o mínimo talento para coisa. O que sobra são filmes de qualidade duvidosa, tecnicamente péssimos com enredos horrorosos, mas possuem um charme especial e causam um certo fascínio aos amantes do cinema B. Seus filmes têm aquele específico público que curte o humor involuntário de produções que tentaram ser qualquer coisa, menos uma comédia. Cinco minutos de DEADLY PREY, por exemplo, é um zilhão de vezes mais engraçado que qualquer filme do gênero realizado nos últimos 10 anos em Hollywood. E olha que estamos falando de um filme de ação super dramático sobre traumas de guerra… mas só na cabeça do Prior que funciona assim.

FUTURE FORCE é uma boa maneira de viciar no cinema do cara, ou então colocá-lo numa lista negra. Conta com a presença do gafanhoto David Carradine na pele de um policial casca grossa que só o bom e velho cinema de ação dos anos oitenta…

Notas de um carnaval cinematográfico - Parte 3: MANIAC (1980), de William Lustig

Outra belezinha vista no Carnaval foi o clássico oitentista MANIAC, que surpreende ainda hoje com sua grandeza aterradora. Um retrato profundo de um serial killer, interpretado de forma magnífica pelo ator Joe Spinel, que supre suas frustrações sexuais matando e escalpelando mulheres indefesas. A origem desse surto violento aparece com a ausência materna do protagonista, remetendo ao clássico de Alfred Hitchcock, PSICOSE. O "Norman Bates" de Spinel tenta reencontrar a figura da mãe utilizando os escalpos de suas vítimas em manequins que enfeitam seu quarto e carregam uma estética muito perturbadora. A direção de William Lustig é séria e imprime um realismo assustador. Existem vários momentos inspirados que sintetizam o estado mental do serial killer, como no belíssimo plano onde o sangue preenche a tela de vermelho e vemos ao fundo a imagem da insanidade estampada na cara do assassino escalpelando mais uma vítima. MANIAC ainda conta com efeitos especiais de maquiagem do gen…

Notas de um carnaval cinematográfico - Parte 2: OMEGA DOOM (1996), de Albert Pyun

O segundo filme do carnaval cinematográfico Dementia 13 é outro trabalho de Albert Pyun, uma ficção científica inusitada e interessante, estrelada pelo grande Rutger Hauer. Mas não se preocupem! Este é o último filme do Pyun que eu vou postar por enquanto...
Depois de ficar famoso mundialmente interpretando um andróide em BLADE RUNNER, decidiram que Hauer era perfeito no papel de figuras futuristas ou robôs solitários em sci-fi’s de orçamentos modestos, por isso sua carreira é marcada por, eventualmente, participar deste tipo de produção. SPLIT SECOND, LINHA VERMELHA, HEMOGLOBINA e este OMEGA DOOM são alguns bons exemplares. Hauer é um cyborg (uma das obsessões de Pyun) que chega a uma cidade devastada e praticamente deserta e se depara numa disputa entre duas facções robóticas disputando um tesouro escondido em algum ponto dos escombros. O tal tesouro consiste em armamento pesado deixado pelos humanos antes da guerra – que reduziu a população mundial a uma porcentagem mínima – e se…

Notas de um carnaval cinematográfico - Parte 1: MEAN GUNS (1997), de Albert Pyun

Algumas notas do meu carnaval cinematográfico, começando com este filmaço do Albert Pyun. Em MEAN GUNS, o rapper Ice T personifica um gangster que procura uma nova forma de diversão. A idéia consiste em agrupar todos os seus inimigos em uma prisão de segurança máxima vazia, prendê-los, distribuir uma boa quantidade de armas, munição, tacos de baseball e, finalmente, assistí-los matando-se uns aos outros num verdadeiro caos. Apenas os últimos três sobreviventes poderão deixar o local e ainda levar uma quantia de dinheiro.

Acreditem, é com esse mote quase surreal que o famigerado Albert Pyun trabalha um de seus filmes mais intensos em termos de ação e que dá um banho em grande parte dos exemplares do gênero feito em Hollywood atualmente. MEAN GUNS é atrevido, subversivo, violento e estilizado, é desse filmes que assistimos com certo prazer estranho.

Genial a cena de abertura, com Ice T estampando a tela inteira com seu rosto enquanto discursa ao som de um mambo muito louco. Aos poucos s…

O LOBISOMEM (The Wolfman, 2010), de Joe Johnston

Ontem fui aproveitar que THE WOLFMAN estreou nos cinemas daqui sem atraso, junto com a patroa, um primo que é diretor de curtas capixabas de documentários e ficção e mais alguns amigos. Apenas minha namorada e eu gostamos, para nossa surpresa. Meu primo disse que esperava ver algo novo, do nível de um DRACULA (do Coppola) em termos de novidade e releitura visual, mas com o famoso licantropo como protagonista. Se alguém estiver com essa espectativa, vai se decepcionar. Já eu, meio com o pé atrás, estava esperando um filme de terror nos moldes clássicos, apenas mais um filme de lobisomem sem qualquer tipo de invenção. E para meu prazer é exatamente isso que o filme propõe. Já nos planos iniciais nota-se o tom retrô e em certos momentos me senti assistindo a um clássico da Universal ou uma produção da Hammer. Não podia ser mais parfeito...
De Henry Hull, passando por Lon Chaney Jr., Paul Naschy e até mesmo Jack Nicholson, quem empresta o rosto ao estimado personagem peludo nesta versão …

POSSESSED BY THE NIGHT (1993), de Fred Olen Ray

Este aqui é uma bizarrice estrambólica do mestre Fred Olen Ray, além de ser um prato cheio para os fãs de produções modestas que nunca tiveram atenção do grande público. POSSESSED BY THE NIGHT é um suspense erótico com um pé no horror estrelado pela musa do Cine Privé, Shannon Tweed, muito à vontade por sinal. Especialmente na caudalosa sequência onde malha com uma blusinha branca que é de um erotismo quase transgressor! Além dela, temos Sandahl Bergman, outra atriz sem frescura que não se inibe ao tirar a blusa em frente às câmeras (e o faz em vários momentos por aqui, mesmo no auge de seus 42 anos).
Para não dizer que eu sou um tarado que só pensa “naquilo”, o filme ainda possui uma pequena dose de porradaria com o ator Chad McQueen. O protagonista é vivido por Ted Prior, astro do cinema de ação cujos filmes passavam todos os dias no Cinema em Casa no início dos anos 90, grande parte dirigido pelo seu irmão, o “talentoso” (leia-se um dos piores diretores de todos os tempos) David A.…

O FIM DA ESCURIDÃO (Edge of Darkness, 2010), de Martin Campbell

Bah! Não dou a mínima para o Mel Gibson ator, mas preciso reconhecer que às vezes ele acerta em cheio ao escolher alguns tipos de personagem, como neste veículo que serve perfeitamente ao seu retorno em frente às câmeras e que me lembrou bastante o mesmo papel que fez em O TROCO, um dos seu melhores trabalhos, embora não chegue nem aos pés do grande Lee Marvin em POINT BLANK...
O FIM DA ESCURIDÃO está longe de ser perfeito, mas assistir ao Mel Gibson à vontade atacando de policial durão amargurado num thriller político/policial é sempre interessante. Há bastante tempo o sujeito não atuava. Durante os anos de abstinência aproveitou para experimentar e amadurecer atrás das câmeras com A PAIXÃO DE CRISTO, que eu detesto, e APOCALYPTO, que eu gosto.

Este aqui é inspirado num programa de TV britânico homônimo da década de 80, tinha como seu diretor o mesmo cara que comanda esta versão, Martin Campbel, que me ganhou com sua visão de 007 em CASSINO ROYALE e que consegue imprimir um bom trabal…

DRIVEN TO KILL (2009), de Jeff King

O ano passado foi muito bom para Steven Seagal. Agenda musical lotada, reality show estreando na TV e seus três filmes, produções direct to video, foram acima da média, sem contar que ele filmou a sua participação no próximo trabalho de Robert Rodriguez, o mais que esperado MACHETE. Os detratores vão continuar falando mal, tudo bem, nós já nos acostumamos com isso. Mas, para os fãs de Seagal, 2009 foi uma ótima oportunidade para poder conferir bons filmes do sujeito: DRIVEN TO KILL, THE KEEPER e A DANGEROUS MAN. Mais do que isso, independente de ser estrelado por Seagal, foram três bons filmes de ação à moda antiga, com roteiros legais e simples e sem as frescuras das grandes produções.
Claro que a presença de Seagal conta muito e é difícil imaginar esses papéis na pele de outro astro. Em breve eu comento sobre THE KEEPER e A DANGEROUS MAN, podem me cobrar. Por enquanto, vamos ficar com o DRIVEN TO KILL, que embora o título na tradução literal seja “dirigindo para matar”, em nenhum mo…

Hoje tem CINE TERROR NA PRAIA

Oportunidade única e sensacional aos meus conterrâneos! Hoje inicia uma mostra organizada pela trupe de Rodrigo Aragão, diretor de MANGUE NEGRO, onde serão exibidas produções locais de gênero fantástico, além de outras atrações. Confira a programação a baixo. O Dementia 13 estará presente, com certeza!

5 de fevereiro, sexta-feira
20h00 Guarapari Trash Part I: Águas da Vingança • Cachorro do Mato • Balada Sangrenta • Peixe Podre • Chupa Cabras
22h00 Recurso Zero Produções: Gato • Junho Sangrento • O Assassinato da Mulher Mental • Minha Esposa É um Zumbi
23h30 Sessão Maldita: À Meia-Noite Levarei Sua Alma

6 de fevereiro, sábado
20h00 Guarapari Trash Part II: Águas da Vingança 2: A Vingança • Cachorro do Mato 2 • Peixe Podre 2 • O Massacre da Espada Elétrica • Eve
21h00 Sessão Seu Osório
22h00 Estranho Sul: Quarto de Espera • Quiropterofobia • Cortejo Negro • João Ninguém • Sessão das Oito • Zombio
23h30 Sessão Maldita: Zombie

7 de fevereiro, domingo
20h00 Sangue Capixaba: Vampsida • Rito d…

George Romero's birthday!

FÚRIA SILENCIOSA (Silent Rage, 1982), de Michael Miller

Um dos meus filmes preferidos do Chuck Norris é FÚRIA SILENCIOSA. É também um dos filmes mais estranhos do homem. Uma híbrida junção de slasher movie oitentista com uma pitada de sci-fi e os filmes de porrada que Norris estrelava naquela época, inclusive o seu personagem é o habitual xerife casca grossa de uma pequena cidade americana.
O filme inicia na casa de um sujeito de família. Claramente perturbado, ele pega um machado e faz sua esposa de picadinho. O xerife é chamado e depois de uma luta corpo a corpo com o sujeito, consegue prendê-lo. Os elementos bizarros começam a surgir nesse momento. Ainda algemado dentro carro, o moço quebra as correntes, arranca a porta do carro com um chute e o espectador fica sem reação com a força descomunal do homem, que precisa ser parado à bala!

Chuck Norris mais uma vez é o xerife durão!
O cara acaba morrendo na mesa de operações do hospital, onde os médicos ainda tentavam salvá-lo. A partir deste ponto, nota-se que estamos diante de um filme dife…

Giulio Petroni

R.I.P.
1920 - 2010