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Mostrando postagens de Outubro, 2010

DAMAGE (2009), de Jeff King

B movie de porrada feito diretamente para o mercado de vídeo que me surpreendeu bastante. O diretor é Jeff King, que realizou DRIVEN TO KILL, um dos bons trabalhos de Steven Seagal em 2009, mesmo ano deste aqui. O filme é bem mais que um veículo de ação estrelado pelo truculento Steve Austin, que foi recentemente visto trocando sopapos com Sylvester Stallone em OS MERCENÁRIOS, é um belo estudo de personagem dentro de um gênero rejeitado. A trama, basicamente, é muito parecida com outro filmaço direct to vídeo que eu vi este ano, BLOOD AND BONE, com o excelente Michael J. White.

John Brickner (Austin) sai da prisão e entra no circuito de lutas clandestinas. Até aí, tudo bem. A diferença é a motivação e alguns detalhes na construção da trama e dos personagens. Pela arte promocional do filme dá pra perceber que a coisa aqui é diferenciada, não se vê ninguém fazendo pose de luta, suado e sem camisa, com aquelas cores quentes ou azuladas que esses filmes geralmente possuem. Apenas Austin r…

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (No Retreat, No Surrender, 1986), de Corey Yuen

O astro belga Jean Claude Van Damme estampar as artes de capas de DVDs lançados no mundo afora do filme RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (No Retreat, No Surrender, 1986), não passa de pura e simples picaretagem. Afinal, o único rosto conhecido atualmente na produção é o dele. Mas o baixinho só aparece mesmo no início e no final do filme, interpretando o russo Ivan Kraschinsky. É também o vilão, com quem o nosso herói terá de medir forças à base do chute na cara pra saber quem é o melhor.

O herói é um tal de Kurt McKinney, do qual eu nunca tinha ouvido falar. No filme ele é Jason Stillwell, um rapazinho cujo pai, Tom, possui uma academia em L.A. onde ensina karate, inclusive a Jason. Os problemas aparecem quando o crime organizado decide fazer uma "oferta irrecusável" para comprar a academia, dessas que alguém pode sair muito machucado, caso um dos lados não goste da palavra final. E é o que acontece. Um gangster, acompanhado de seus guarda costas (Van Damme), expulsa …

MIRRORS 2 (2010), de Víctor García

A recepção de ESPELHOS DO MEDO em 2008 já não havia sido das melhores, mesmo contando com o francês Alexandre Aja na direção e Kieffer Sutherland como protagonista. Então o que faz alguém pensar que uma continuação, realizada por um diretor de quinta categoria e rostos desconhecidos do grande público, fosse dar certo? Não tenho uma resposta pra isso, mas de qualquer forma MIRRORS 2 (2010), de Víctor García, está aí, lançado direto para o mercado de vídeo, com um orçamento bem mais baixo, e a qualidade mais baixa ainda!
Não acho ESPELHOS DO MEDO ruim. Na época, escrevi que algumas cenas realmente me deixaram arrepiado. Acho que foi por isso que resolvi me aventurar nesta continuação, mesmo sabendo dos riscos. A trama, caso estejam curiosos,  não possui relação com o primeiro longa, a não ser o lance dos espelhos. Não fiquem pensando que vão tomar conhecimento do paradeiro do personagem de Sutherland ou o que ele fez pra sair daquela situação que se meteu no desfecho do primeiro filme.…

PIRANHA 3D (2010), de Alexandre Aja

Assisti ao original, do Joe Dante, há muito tempo e até queria fazer uma revisão antes de assistir a este novo. A única coisa que me lembro é que havia piranhas assassinas almoçando turistas de uma pequena cidade à margem de um lago, ou seja, o plot básico. Os detalhes da trama, personagens, etc, não faço a menor idéia se bate uma versão com a outra, só sei que neste remake o francês Alexandre Aja entregou um espetáculo doentio de encher os olhos com as doses cavalares de violência explícita e mulheres gostosas... o cara realmente tem colhões! Depois daquele pequeno deslize que foi ESPELHOS DO MEDO (e que eu não acho ruim), Aja demonstra que ainda tem pulso firme pra coisa, ainda é o diretor insano de HAUTE TENSION e VIAGEM MALDITA. Fazia tempo que eu não via um produto de Hollywood com tanto gore e atrocidades com os personagens. O próprio diretor já vinha preparando o terreno e alertando que PIRANHA 3D seria um banho de sangue, mas ainda assim consegue surpreender. Aja não desvi…

O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender, 2010), de M. Night Shyamalan

Minha opinião sobre o Shyamalan é a de que ele é um grande engodo. Mas há oito anos atrás eu não diria isso. Não vi seus primeiros filmes, acho O SEXTO SENTIDO bacana e CORPO FECHADO um filmaço! A partir de SINAIS é que a qualidade vem despencando. Especialmente a partir de A DAMA DA ÁGUA, a coisa ficou insuportável demais. Sei que ele tem defensores, que argumentam como seus filmes são cheios de significados, como é um diretor incompreendido e tal. Tudo bem, respeito a opinião de cada um e de quem enxerga algo a mais no seu trabalho, mas pra mim seus filmes não passam de metidos a inteligente, chatos e pretensiosos. E agora temos este O ÚLTIMO MESTRE DO AR (2010). Minha namorada é fã do desenho AVATAR e por isso acabei encarando com ela essa versão cinematográfica mesmo com a espectativa lá em baixo, mesmo sendo algo totalmente destoante da filmografia do homem. E não é que ele demonstra ser bem pior do que eu pensava?! Não conheço muito bem a animação, então minha percepção ficou lim…

PREDADORES (2010), de Nimród Antal

Só agora assisti a PREDADORES. Sempre tive a impressão de que o personagem alienígena do primeiro filme, o tal predador, seria um playboy metido a besta que fica gastando o dinheiro e a nave espacial do pai indo de planeta em planeta praticar a caça, seu esporte preferido. Depois veio o segundo filme, que apesar de pouco lembrado, é muito bacana, e agora esse PREDADORES, que enfatiza ainda mais a minha teoria. Não só o predador do primeiro filme é um puta vadio, como toda a sua espécie é formada por um bando de desocupados que gastam todo seu tempo e fortuna brincando de caçar outras espécies e quando não estão fazendo isso, ficam aprimorando habilidades de caça e melhorando a tecnologia pra garantir que a brincadeira não fique muito perigosa pra eles… porque só me resta essa explicação pra tanta covardia. Se é tão legal para os predadores ficar caçando seres inferiores, qual é a graça de usar todo aquele aparato tecnológico pra cima de uns pobres infelizes como os seres humanos ou q…

A LENDA DOS SETE VAMPIROS (1974), de Roy Ward Baker

Como devem ter percebido no último post, aliás, em vários posts de vários blogues, o grande diretor inglês Roy Ward Baker, que ao lado de Terrence Fisher realizou alguns dos melhores filmes da Hammer, faleceu aos 93 anos. Vou ficar devendo uma análise mais profunda sobre sua obra porque infelizmente vi pouco do seu trabalho, mas o suficiente pra saber que foi um dos grandes nomes do horror britânico. O último dele que eu vi foi A LENDA DOS SETE VAMPIROS (1974), um bizarro híbrido de horror com artes marciais que nasceu da turbulenta parceria entre a Hammer e a Shaw Brothers. O filme pode fazer parte da longa série de filmes da produtora inglesa sobre o personagem Conde Drácula, aqui vivido por John Forbes-Robertson. Na trama, Drácula acorda de seu sono e vai para a China fazer renascer os lendários sete vampiros dourados, daí o famoso caçador de vampiros Van Helsing, novamente na pele do Peter Cushing, se junta a um grupo de lutadores de kung fu para combater esse terrível mal… conta…

ROY WARD BAKER

R.I.P.
1916 | 2010

LOUCA PAIXÃO (1973), de Paul Verhoeven

Já que o assunto do último post foi Verhoeven, aproveitei o domingo para ver LOUCA PAIXÃO, puta filmaço da fase holandesa do diretor que eu ainda não havia conferido. É a história de amor entre Erik, um escultor interpretado por Rutger Hauer, e Olga, a ruivinha Monique van de Ven. Como é Verhoeven quem comanda, provocativo e transgressor de sempre, obviamente o resultado não vai ser do mesmo nível de um LOVE STORY. Está mais para O ÚLTIMO TANGO EM PARIS, só que muito melhor, mais subversivo e acrescido de escatologia. Tudo encaixado ao próprio estilo do diretor e o resultado é um cinema anarquista, com várias sequências que tocam na ferida da sociedade certinha e ajustada.

O primeiro encontro do casal é surtadíssimo: Erik pede carona, a ruivinha para o caro, ele pergunta se o cabelo de baixo é da mesma cor que o de cima, em instantes estão fazendo sexo selvagem dentro do veículo, ele prende o pinto no zíper, vão até a casa mais próxima pedir um alicate emprestado e logo depois o carr…

15 ANOS DE SHOWGIRLS

Estava aqui navegando em alguns blogs gringos e notei a celebração do aniversário de 15 anos de estréia de SHOWGIRLS (1995), do Paul Verhoeven, que aconteceu há poucos dias. É um caso curioso. Não vou dizer que SHOWGIRLS foi incompreendido na época, porque realmente há muita coisa errada ali, é um filme muito torto. Virou motivo de gozação, ganhou o Framboesa de Ouro, praticamente acabou com a carreira da atriz Elizabeth Berkley e só não acabou com a do Verhoeven porque o sujeito é um dos maiores gênios do cinema dos últimos 40 anos. Minha relação pessoal com o filme é um pouco melhor. Eu simplesmente ADOREI desde o primeiro momento em que assisti, por volta de 1997, quando loquei um VHS mesmo não tendo idade permitida para isso. Foi uma das experiências mais arrebatadoras que eu já tive, até mais do que alguns outros filmes do próprio diretor e que eu considero melhores. O roteiro, diálogos e atuações podem ser ridículos, mas Verhoeven manda tudo isso às favas e faz de SHOWGIRLS uma da…

THE KILLER INSIDE ME (2010), de Michael Winterbotton

Resolvi dar uma chance ao britânico Michael "botão de inverno" (se bem que, botão em inglês é button, mas deixa pra lá), que dessa vez largou mão do seu estilo habitual “mudernoso” e resolveu tentar fazer um filme de verdade como diretor de cinema. Nada contra quem curte aqueles filmes “hiperrealistas” que ele faz, mas eu acho um pé no saco. Alguém aí conseguiu assistir ao O PREÇO DA CORAGEM, com a Angelina Jolie, pra ficar num exemplo mais recente? Porque eu não passei dos 15 minutos daquela encenação cretina. Já o THE KILLER INSIDE ME não é nenhum filmaço, mas tem uma abordagem diferente, com cara de filme mesmo, estrutura noir, adaptado de Jim Thompson, com ótima atuação de Casey Affleck no papel de um serial killer, cuja descrição mental é trabalhada de uma forma bem interessante. O filme faz bom uso das paisagens áridas, da boa recriação de época (anos 50) e possui um elenco legal. Não tem como não ser “bão”, mas não passa muito disso, o resultado é oco pra minha cabeça …