21.5.11

MAX HAVOC: CURSE OF THE DRAGON (2004)

Quase acabando de dissecar a filmografia do Isaac Florentine. Faltam apenas mais dois filmes, este MAX HAVOC e OPERAÇÃO FRONTEIRA, com o Van Damme. Tudo que o diretor realizou depois, eu já comentei por aqui. E aí, chega de Florentine por um bom tempo!

Como eu estou me dedicando bastante, eu não poderia passar batido por MAX HAVOC, mesmo não sendo um filme do Florentine! Quem dirigiu foi o nosso estimado Albert Pyun! Mas eu explico porque ele entra neste ciclo do diretor e de forma bem resumida: sempre foi algo habitual um projeto do Pyun dar errado, se transformar numa bobagem horrível, produtores se arrependendo totalmente por terem colocado dinheiro nas mãos dele. Com MAX HAVOC é a mesma coisa.

Geralmente eu costumo defender os filmes do Pyun, por pior que sejam, mas no caso deste aqui, eu não pretendo nem tentar! É uma bela merda mesmo. E onde entra o Florentine nessa história? Bom, depois de notarem a qualidade do resultado filmado por Pyun, os produtores tiveram a idéia de chamar o Florentine para tentar salvar alguma coisa. O israelense acabou fazendo apenas aquilo que sabe de melhor: cenas de porrada! Cerca de 10 minutos do filme, todas elas sequências de luta, foram realizadas pelo Florentine. Digamos que isso não salvou absolutamente nada em MAX HAVOC, mas pelo menos temos umas ceninhas de luta bem bacana (desperdiçadas numa porcaria de filme).

Pyun ainda teve sérios problemas que envolviam o orçamento do filme e as autoridades da ilha na qual foi utilizada para produção, Guam. Mas essa história é mais complexa…

Então, temos aqui uma obra ambientada num universo paradisíaco, com uma tremenda ajuda financeira do próprio governo local e não são poucas as cenas em que se gastam longos minutos para explorar a beleza natural do lugar. E isso sem qualquer relação com a narrativa… só pra mostrar mesmo o quanto Guam é bonita e atrair turista. Sim, MAX HAVOC é um filme propaganda!

Se bem que o personagem título é um fotógrafo e quando isso ocorre ele está sempre "trabalhando", o que justifica as cenas claramente “encomendadas”. Max Havoc é um ex-lutador de kickboxer que tenta levar uma vida pacata tirando suas fotos, mas acaba atraído pelo mundo do crime quando uma pequena estátua de dragão oriental é roubada. A estátua passa por algumas mãos até chegar a uma negociante de artes, ao mesmo tempo, o dono da peça, um chefão do submundo do crime vivido por ninguém menos que David Carradine, envia seus capangas para recuperá-la. Max se vê no meio da situação quando tenta proteger a moça e vingar a morte de seu ex-treinador, Richard Roundtree, morto por causa da estátua…

O filme não chega a ser ofensivo de tão ruim, mas está muito longe de ser bom. Pra mim, não serviu nem como diversão descompromissada. Na verdade, me peguei cochilando diversas vezes. Mas um dos pontos legais são os rostos familiares, como Caradine, Roundtree e até Carmen Electra, desfilando pelo filme. Mickey Hardt, que vive o protagonista, até que não é mal como ator de ação. Já disse que as lutas são legais, mas nada de impressionante também… Com mais ação e pancadaria, talvez MAX HAVOC fosse um pouquinho mais estimulante.

2 comentários:

  1. Nunca vi nada do Florentine. Aliás, confesso que até essa sua peregrinação pela obra dele eu nem sabia de sua existência! Agora fiquei curioso em conhecer alguma coisa do cara. Quais você recomenda, Ronald?

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  2. Eu recomendo começar pelos últimos dele... UNDISPUTED 2 e 3, NINJA, OPERAÇAO FRONTEIRA. São filmes rasos, mas representam o que há de mais interessante no cinema de ação direct to video.

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