5.8.11

SINNERS & SAINTS (2010)


direção: William Kaufman
roteiro: William Kaufman, Jay Moses

Desde 2001, com FALCÃO NEGRO EM PERIGO, Johnny Strong não realiza nenhum trabalho como ator. Peraê, Johnny quem?! Pois é, eu também não fazia idéia de quem era o sujeito até vê-lo em SINNERS & SAINTS. Não me lembro dele no filme do Ridley Scott, nem em VELOZES E FURIOSOS e O IMPLACÁVEL. Mas depois de vê-lo aqui, bateu uma curiosidade… por que esse cara sumiu? Johnny Strong é nome de ator de filme de ação e o cara se completa com porte físico e uma atuação digna para o padrão do gênero. Enfim, todas essas características ele demonstra muito bem aqui em SINNERS & SAINTS, um belíssimo retorno ao cinema policial old school, com um protagonista casca grossa, espécie rara nesta era do politicamente correto.

 

Em uma New Orleans devastada pelo furacão Katrina, Sean Riley (Strong) é o oficial badass e amargurado do corpo policial. Depois de perder o filho pequeno, sua mulher o abandonou e agora vive em estado de bala, sem muito amor à vida, matando bandidos à sangue frio e entrando em tiroteios sem se preocupar tanto se vai sair andando ou carregado para o necrotério. No entanto, Riley é designado para um novo caso, o qual as vítimas são assadas ainda com vida por uma gangue misteriosa, demonstrando-lhe que não há nada que esteja ruim e não possa piorar!

SINNERS & SAINTS segue a mesma trilha de alguns clássicos policiais oitentistas, como VIVER E MORRER EM LA, por exemplo, com o protagonista destruido por problemas do passado e até um parceiro novato e certinho lhe é colocado para ajudar a resolver o caso. Longe de mim querer comparar os dois filmes, que são bem diferentes, até porque o do Friedkin é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Mas William Kaufman e seus roteiristas conseguem de alguma maneira dar um frescor aos clichês do gênero, a este tipo de trama tão desgastada, comprovando que com um pouco de criatividade e sem as frescuras do cinema atual, ainda é possível realizar um filme policial truculento!

 

E como não é só de herói que o cinema de ação policial sobrevive, o diretor é esperto o bastante pra colocar bandidos extremamente sádicos, que matam sem remorso até jovens inocentes e realmente apresentam ameaças aos heróis. E ainda temos Jurgen Prochnow como o habitual chefão de terno engravatado e uma gostosa do lado, falando ao telefone com seus capangas, andando de limosine. O elenco se completa com Costas Mandylor, Sean Patrick Flannery, Kim Coates e o sempre ótimo Tom Berenger. Só por esse time já vale uma conferida, não?!

Além disso, William Kaufman demonstra boa habilidade para sequências de ação de qualidade. Temos vários tiroteios tensos, bem elaborados, sem câmera chacoalhando, bem fácil de seguir e desprovido de qualquer CGI. Ação à moda antiga, do jeito que tem de ser! Também há algumas ceninhas de pancadaria que mantém o mesmo nível! SINNERS & SAINTS não é nenhuma obra prima do cinema policial e nem parece ter a pretensão de ser. O roteiro é previsível e simples, mas funciona extremamente bem como thriller policial com boas cenas de ação. Pra mim, é mais que suficiente!

3 comentários:

  1. Bom ouvir que ainda se faz filme policial à moda antiga. Fiquei curioso, vou correr atrás...

    Há alguns dias vi Atraídos pelo Crime, do qual gostei bastante. Esse segue a mesma linha, ou é mais ação pura?

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  2. Este aqui tem um enfoque em ação, tiroteios... "Atraídos" é bem mais sério, mas é muito bom mesmo!

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  3. Boa Perrone, mais um para fila.

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