Pular para o conteúdo principal

HELLRAISER (1987)


aka HELLRAISER - RENASCIDO DO INFERNO
direção: Cliver Barker
roteiro: Clive Barker

Feriadão está aí, resolvi dar mais uma olhada em um dos meus clássicos do terror oitentista preferidos. Sou obcecado pelo primeiro HELLRAISER! Já perdi as contas de quantas vezes assisti e sempre vejo a cada dois anos. Mas só agora resolvi botar algumas impressões por aqui. O problema, por favor, não riam de mim, é que eu nunca vi as suas continuações… nenhuma delas! Como minha pretensão neste feriado meio prolongado, provavelmente enforcarei a sexta, é assistir pelo menos até o quarto episódio da série (que possui oito filmes no total), vou tentar, brevemente, compartilhar o meu apego por este aqui, antes de seguir em frente com os próximos.

Lembro da primeira vez que assisti, foi na mesma época que também conferi A HORA DO PESADELO, no fim dos anos oitenta. Não era de assistir a muito filme de terror quando criança, gostavam mais de uns Stallone’s e Van Damme’s. Mas se Freddie Krueger era um personagem "do mal" que me divertia sem causar muito medo, os Cenobitas me aterrorizavam pra cacete, me faziam gelar cada vértebra da espinha! Obviamente, já não me assusto mais com esse tipo de coisa, mas putz, até hoje acho o estilo de horror de HELLRAISER algo de extrema eficiência! As imagens grotescas e as sequências pertubadoras de puro terror atmosférico do imaginário de Cliver Baker me causam um fascínio que poucos filmes do gênero conseguem causar.



Para quem não conhece, o filme é baseado no livro The Hellbound Heart, do próprio Barker, que eu não li, e apresenta o famigerado cubo cheio de mecanismos que abre um portal para outras dimensões trazendo os Cenobitas em cena. Liderados pelo célebre e inconfundível Pinhead, encarnado por Doug Bradley, os Cenobitas são criaturas que apenas desejam levar suas vítimas aos limites do prazer e da dor, não necessariamente nessa ordem… dizem que as duas coisas estão ligadas, mas eu não gostaria de descobrir até onde isso é verdade nas mãos dos Cenobitas. O visual desses caras é genial em todos os sentidos! O Pinhead, especialmente, se tornou um dos grandes ícones do cinema de horror oitentista ao lado de Jason, Freddie e outros. Na minha opinião, ele é de longe o mais amedrontador!


Enfim, eu disse que seria breve, e também é meio difícil explicar o impacto que HELLRAISER teve na minha cabeça. Mas vale destacar ainda o roteiro muito bem escrito, os personagens, todo o universo bizarro criado pelo Barker, o magistral trabalho de efeitos especiais e maquiagem, mesmo com o orçamento não sendo dos mais gordos… não faltam também sequências com baldes de sangue sendo derramado. Clive Barker se garante como um autêntico mestre do horror, pena que dirigiu apenas três filmes, mas este aqui é uma prova brilhante desse fato! O segundo filme da série tem outro diretor... tenho boas espectativas. Vamos ver o que dá!

Comentários

  1. Hellraiser se tornou um dos meus filmes de terror preferido! O universo estético do filme me cativa, e já assisti a alguns, acho que tenho dvds, estou longe de ter assistido a toda a série, mas é um filme fenomenal e como você citou mais incrível pelo que foi realizado com um orçamento apertado. Clive Baker é uma grande mente, isto é indiscutível. Criou toda uma mitologia em torno de seus personagens. E a série Hellraiser tem muitas histórias a serem contadas. Já vi resenhas que reclamam que as vezes as histórias são eclipsadas quando Pinhead aparece, porém a série só é o que é, devido a ele! Se vc parar pra pensar em encontrar este cara num beco escuro qualquer eu tenho certeza que um frio percorrerá tua espinha, afinal de contas não tem como se fugir dele, a não ser que você seja a Kirsten, do primeiro filme que sempre dá um jeito de enganar a galera Cenobita, sem querer entregar uns spoilers.

    ResponderExcluir
  2. O segundo filme pode ser inferior ao original... mas não deixa de ser uma ótima continuação também. Você se surpreenderá, Ronald. Tenho certeza.

    ResponderExcluir
  3. Hellraiser me causou um certo impacto quando criança, foi um dos primeiros filmes que assisti em VHS, numa clássica fita da Paris Filmes.
    Quanto as sequências, assisti até a 4ª parte e o 2ª é bem divertido, apesar de ser um pouco corrido.

    ResponderExcluir
  4. Gosto do primeiro, mas me lembro que achei o segundo bem ruim. dai não me animei a ver as outras continuações

    ResponderExcluir
  5. Para mim, Hellraiser é uma obra seminal do gênero. Todos que tiveram a oportunidade de vê-lo quando garoto, com a mente ainda em formação e totalmente impressionável, jamais esquecerá suas imagens. Também gosto da continuação, têm imagens bem marcantes. O 3 e o 4 têm seus momentos, mas são inferiores. O 5º achei até interessante, mas os seguintes são tão descartáveis quanto papel higiênico.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …