Pular para o conteúdo principal

HELLRAISER: BLOODLINE (1996)

 

aka HELLRAISER IV - HERANÇA MALDITA
direção: Kevin Yagher (Alan Smithee), Joe Chappelle (não creditado)
roteiro: Peter Atkins

Este quarto episódio veio pra baixar o nível da série, que até então estava perfeito! O filme já começa estranho logo nos créditos, quando vemos o nome Alan Smithee creditado como diretor. Pra quem não sabe, quando um diretor renega o próprio filme, por diversos motivos, é utilizado “Alan Smithee” para não deixar o campo da direção vazio. Na verdade, quem comandou HELLRAISER: BLOODLINE foi um sujeito chamado Kevin Yagher, eu não faço idéia de quem seja, mas substituiu Guillermo Del Toro e Stuart Gordon, que rejeitaram o cargo.

Assim que as filmagens acabaram, os manda chuvas pegaram os rolos de película e editaram da maneira que quiseram pelas costas de Yagher, mudando inclusive a história que estava no roteiro inicial, escrito pelo Peter Atkins que havia escrito dois dos filmes anteriores. Quando perceberam que precisavam colocar mais cenas com o Pinhead, novamente Doug Bradley, Yagher não quis mais saber de filmar. Foi chamado então, Joe Chappelle, que havia dirigido no ano anterior o HALLOWEEN 6, que é uma tremenda merda! Não tinha mesmo como dar certo…


Ao mesmo tempo em que foge completamente do clima dos anteriores, BLOODLINE tenta explicar todos os detalhes do universo HELLRAISER, desde a criação do cubo por um invertor francês de brinquedos há dois séculos, passando pelos dias de hoje até chegar no futuro, dentro de uma estação no espaço sideral! É muita coisa espremida em tão pouco filme… chega a ser prejudicial ao próprio universo criado por Clive Barker! Na minha opinião, tudo que é explicado demais perde o brilho, o mistério, o estímulo à imaginação, que é uma das coisas mais legais dos três filmes anteriores!

Os efeitos especiais são ótimos pra época, Doug Bradley sempre tem presença com sua face cheia de pregos, há pelo menos uma cena muito interessante, quando dois vigias de um edifício, gêmeos, são fundidos em um só, num belíssimo trabalho de maquiagem! Não falta sangue durante o filme, claro… mas no fim das contas, é uma bagunça desnecessária que não precisava nem existir.

UPDATE: Felipe Guerra me chama a atenção por não conhecer Kevin Yagher. Trata-se de um dos mais importantes técnicos de efeitos especiais dos anos 80 e 90... realmente não conhecia o nome, mas o trabalho do cara é fantástico, basta ver a ficha dele no imdb.

Comentários

  1. Como é que você não sabe quem é o Kevin Yagher, criatura? Ele é SÓ um dos melhores técnicos de efeitos especiais dos anos 80/90!!!

    ResponderExcluir
  2. Puxa, foi mal... acabei não olhando a ficha dele, hehe!

    ResponderExcluir
  3. Talves o que mais fugiu do clima dos demais filmes da série tenha sido a ambientação no futuro.

    ResponderExcluir
  4. daqui pra frente a coisa só desanda mesmo, há quem diga que goste do Hellraiser Inferno. Como este foi o único exemplar da franquia que não vi me abstenho de comentar desse filme em específico. Mas o resto é só tralha mesmo.

    ResponderExcluir
  5. Assisti ao HELLRAISER INFERNO ontem e naõ é que me surpreendi? Depois comento mais detalhadamente, mas é um filme interessante.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …