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O DEFENSOR, aka The Defender (2004)

O DEFENSOR possui um papel de extrema importância para a carreira de Dolph Lundgren, pois trata-se de sua estréia atrás das câmeras, assumindo a função de diretor. Pode não ser um dos melhores exemplares da filmografia do sueco, mas até que é uma agradável surpresa e demonstra que, ao longo do tempo, trabalhando com vários diretores do calibre de Mark L. Lester, Vic Armstrong, Anthony Hickox, Ted Kotcheff e outros, o sujeito conseguiu aprender o suficiente para não arruinar seu primeiro trabalho de direção.

 Dolph interpreta o líder de uma equipe de seguranças do governo e tem a missão de proteger a Conselheira de Segurança americana em uma misteriosa reunião em um hotel na Romênia. É claro que as coisas dão erradas e rapidamente o local se transforma numa zona de guerra e a equipe de Dolph fica encurralada no Hotel cercado de sodados de elite que querem vê-los mortos a qualquer custo.

Tudo faz parte de uma conspiração internacional para derrubar o presidente dos Estados Unidos, vivido por ninguém menos que o apresentador sensacionalista Jerry Springer, uma espécie de Marcia Goldsmith da televisão americana. Mas os detalhes da premissa não estão entre as maiores preocupações do diretor estreante, o roteiro é um fiapo e serve apenas como desculpa para preencher o filme inteiro com um montão de cenas de tiroteios, pancadaria e explosões. O resultado é um exercício de ação divertido. É bem clichezão e previsível também, mas para quem é fã do Dolph não deixa de ser um bom passatempo vê-lo aprontando as suas como action heroe e, claro, como diretor também.



Lundgren se aprimorou bastante com o passar do tempo. Ainda não vi todos os filme que dirigiu, mas o último, THE KILLING MACHINE aka ICARUS, é um belíssimo exemplar de ação do ciclo atual feito direto para o mercado de vídeo. Mas em O DEFENSOR o sujeito já consegue demonstrar uma certa segurança. Na verdade, seu trabalho aqui é bem melhor que uma porção de pretensos cineastas que tentam fazer ação nos nossos dias, inclusive alguns que tem à disposição milhões de dólares para torrar em produções medíocres, cheia de efeitos especiais de CGI e um elenco de estrelinhas hollywoodianas. Não troco um pequeno filme de ação do velho Dolph por nenhuma dessas mega produções.

Dolph está cheio de projetos ainda para este ano, mas o seu próximo trabalho como diretor se chama SKIN TRADE e parece interessante... Vamos aguardar. 

Comentários

  1. Realmente falta atualmente bons filmes de ação truculentos sem CGI e outras tramóias. Mas 2012 e os mercenários 2 estão aí ...

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  2. Olá, colega!
    O Pudim de Cinema está de mudança... na verdade, nossa equipe está indo para o Injeção Cinéfila. Apareça por lá...

    http://injecaocinefila.wordpress.com/2012/01/19/bem-vindos/

    Abs!

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  3. I thought this was a pretty decent first effort by him too, and loved Jerry Springer as the US President!

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