Pular para o conteúdo principal

O CAÇADOR DE TUBARÕES, aka Il cacciatore di squali (1979)

O máximo que O CAÇADOR DE TUBARÕES conseguiu fazer para me empolgar, foram algumas ceninhas filmadas sob a água, com dublês interagindo com tubarões e que certamente não foram filmadas pelo diretor da bagaça, Enzo G. Castellari. Na verdade, parecem tiradas de um documentário do Discovery Channel. De resto, o filme é uma monótona aventura de caça ao tesouro fazendo pose de filme de tubarão assassino, subgênero tão comum nos anos 70 após o sucesso de TUBARÃO, do Spielberg.

Nem a presença do ator Franco Nero ajuda a tirar o filme do buraco. O sujeito aqui é um americano que vive tranquilo numa praia paradisíaca em um país qualquer da América Central após perder sua família em um trágico acidente. Um pouco amargurado com isso, e com uma peruca loira ridícula, Nero passa seus dias capturando tubarões, comendo uma nativa, bebendo nos bares e trocando socos com arruaceiros… Um dia, o sujeito descobre um tesouro que foi parar no fundo do mar - no interior de um avião que caíra há algum tempo - e tenta retirar o dinheiro lá de dentro. Não demora muito, começam a aparecer umas figuras estranhas rondando o lugar, como o gangster do local, vivido por Eduardo Fajardo, e seus capangas, também em busca da grana.

Apenas uma desculpa para umas doses de tiroteios, explosões, pancadarias e uma longa perseguição que começa de carro, continua a pé e termina com Nero pilotando um avião atrás de seu alvo, tentando escapar numa lancha. Mas nada que lembre o Castellari de THE BIG RACKET ou INGLORIOUS BASTARDS, tudo filmado sem grandes inspirações e o esforço de inserir todos esses ingredientes apenas contribuem com a chatice que é O CAÇADOR DE TUBARÕES. Já disse que as cenas subaquáticas são interessantes, especialmente no final quando a sangreira rola solta e dá pra ver alguns membros decepados pelos ataques dos tubarões. E Franco Nero até tenta fazer um trabalho competente, embora fique difícil se levar a sério com a peruca! Hehe! Vale uma conferida, mas não esperem grandes coisas.

Comentários

  1. putz, essa briga entre Nero e Fajardo é eterna no Cinema Italiano.

    ResponderExcluir
  2. Ronald Perrone,

    adicionei o dementia aos blogs parceiros do filmes do pato morto.

    Abraçso do King Buddy Holly!

    http://filmesdopatomorto.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  3. Opa, valeu! Adicionado o seu blog por aqui também.

    ResponderExcluir
  4. O filme pode ser chato, mas esse pôster é do balacobaco. Faltou só uma guria com pouca roupa.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …