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OS ESPECIALISTAS (Killer Elite, 2011)

Eu havia assistido ao OS ESPECIALISTAS no ano passado e, embora não tenha achado ruim, senti que faltou alguma coisa, não era bem o filme que eu esperava. Passado tanto tempo – e no meu dever de cobrir o cinema de ação atual aqui no meu recinto – resolvi escrever algumas coisas agora, até porque pensando hoje, percebo que o filme cresceu na minha cabeça... mas só um pouquinho.

Primeiro é preciso esquecer o trailer, que prometia ação explosiva, juntando Robert De Niro, Clive Owen e Jason Sthatam em tiroteios, perseguições e pancadarias sem fim. Obviamente OS ESPECIALISTAS possui sua dose de ação, mas segue mais a tradição dos elegantes filmes de espionagem, Men in a Mission, (faria uma boa sessão dupla com MUNICH, do Spielberg) e olhando por esse prisma, até que não é nada mal…

Para quem ainda não viu, a trama se passa nos anos 80 e é sobre um ex-agente secreto, vivido pelo Sthatam, tentando levar uma vida pacata no interior da Austrália depois de anos de serviços prestados trocando tiros com terroristas. Como o roteiro precisa dar ao filme um pouco mais de emoção que isso, o sujeito é convocado por um Sheik em Dubai que lhe oferece a recompensa de alguns milhões para eliminar alvos que foram responsáveis pela morte de seus três filhos.


Sabendo que o protagonista provavelmente não aceitará a missão, apesar da bela grana, eles resovem dar um incentivo a mais para convencê-lo do serviço: sequestram o velho mentor de Sthatam, encarnado pelo De Niro, e tudo bem se não quiser aceitar a missão, mas acho que o De Niro teria que “acordar” com a boca cheia de formiga, se é que me entendem… Então ele aceita, monta uma equipe para o trabalho e o filme se desdobra nos planejamentos da missão, na burocracia que é tudo isso e na execução de cada alvo, que nem sempre tende a ir para uma sequência de ação.


Apesar do Sthatam ser claramente o astro de OS ESPECIALISTAS, o personagem mais interessante é o do Clive Owen. Ele é a principal pedra no sapato de Sthatam, mas não é exatamente um vilão. E é até legal notar que se o filme fosse editado de outra maneira, daria para transformá-lo no “mocinho” facilmente. Mas o que importa mesmo é que o Sthatam e Owen protagonizam a cena mais bacana do filme, uma luta corpo a corpo frenética e tensa, filmada com bastante energia pelo “marinheiro de primeira viagem”, Gary McKendry. A sequência se passa dentro de uma sala de hospital e é sem dúvida alguma o grande ponto alto do filme.


De vez em quando surgem alguns detalhes que me desagradam bastante (nesse tipo de filme) só para me encher (como a atenção dada ao par romântico de Sthatam no final, algumas reviravoltas forçadas e desnecessárias, etc). É nessas horas que lembro porque o resultado poderia ser muito melhor! Falta alguma coisa que a grande parte dos realizadores de filmes de ação atual não conseguem encaixar para chegar no nível do que tínhamos antigamente, a sensação é essa… Mas como disse, está longe de ser um filme ruim, a trama é sólida, o elenco está bem (apesar do De Niro ainda não conseguir ser aquele De Niro), visual bem elaborado e alguns ótimos momentos. Nas mãos de certos diretores, poderia ser bem pior.

Comentários

  1. Tem uma "morte surpresa" lá pela metade do filme bem interessante.

    Será que o De Niro precisa aceitar esses papéis secundários toda hora? Será que o Michael Mann ou Scorsese não dariam mais uma chance para O CARA protagonizar mais um filme policial em homenagem aos velhos tempos ...

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  2. então estou vendo que não adiantou nada dizer que era um remake do filme do Peckinpah, já que a trama é completamente diferente do filme o riginal

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  3. Realmente De Niro de coadujvante é meio esquisito. O cara da velho, mas ele ainda faz boas cenas de ação.

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  4. A câmera trabalha ruim demais.

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