18.5.12

OS ESPECIALISTAS (Killer Elite, 2011)

Eu havia assistido ao OS ESPECIALISTAS no ano passado e, embora não tenha achado ruim, senti que faltou alguma coisa, não era bem o filme que eu esperava. Passado tanto tempo – e no meu dever de cobrir o cinema de ação atual aqui no meu recinto – resolvi escrever algumas coisas agora, até porque pensando hoje, percebo que o filme cresceu na minha cabeça... mas só um pouquinho.

Primeiro é preciso esquecer o trailer, que prometia ação explosiva, juntando Robert De Niro, Clive Owen e Jason Sthatam em tiroteios, perseguições e pancadarias sem fim. Obviamente OS ESPECIALISTAS possui sua dose de ação, mas segue mais a tradição dos elegantes filmes de espionagem, Men in a Mission, (faria uma boa sessão dupla com MUNICH, do Spielberg) e olhando por esse prisma, até que não é nada mal…

Para quem ainda não viu, a trama se passa nos anos 80 e é sobre um ex-agente secreto, vivido pelo Sthatam, tentando levar uma vida pacata no interior da Austrália depois de anos de serviços prestados trocando tiros com terroristas. Como o roteiro precisa dar ao filme um pouco mais de emoção que isso, o sujeito é convocado por um Sheik em Dubai que lhe oferece a recompensa de alguns milhões para eliminar alvos que foram responsáveis pela morte de seus três filhos.


Sabendo que o protagonista provavelmente não aceitará a missão, apesar da bela grana, eles resovem dar um incentivo a mais para convencê-lo do serviço: sequestram o velho mentor de Sthatam, encarnado pelo De Niro, e tudo bem se não quiser aceitar a missão, mas acho que o De Niro teria que “acordar” com a boca cheia de formiga, se é que me entendem… Então ele aceita, monta uma equipe para o trabalho e o filme se desdobra nos planejamentos da missão, na burocracia que é tudo isso e na execução de cada alvo, que nem sempre tende a ir para uma sequência de ação.


Apesar do Sthatam ser claramente o astro de OS ESPECIALISTAS, o personagem mais interessante é o do Clive Owen. Ele é a principal pedra no sapato de Sthatam, mas não é exatamente um vilão. E é até legal notar que se o filme fosse editado de outra maneira, daria para transformá-lo no “mocinho” facilmente. Mas o que importa mesmo é que o Sthatam e Owen protagonizam a cena mais bacana do filme, uma luta corpo a corpo frenética e tensa, filmada com bastante energia pelo “marinheiro de primeira viagem”, Gary McKendry. A sequência se passa dentro de uma sala de hospital e é sem dúvida alguma o grande ponto alto do filme.


De vez em quando surgem alguns detalhes que me desagradam bastante (nesse tipo de filme) só para me encher (como a atenção dada ao par romântico de Sthatam no final, algumas reviravoltas forçadas e desnecessárias, etc). É nessas horas que lembro porque o resultado poderia ser muito melhor! Falta alguma coisa que a grande parte dos realizadores de filmes de ação atual não conseguem encaixar para chegar no nível do que tínhamos antigamente, a sensação é essa… Mas como disse, está longe de ser um filme ruim, a trama é sólida, o elenco está bem (apesar do De Niro ainda não conseguir ser aquele De Niro), visual bem elaborado e alguns ótimos momentos. Nas mãos de certos diretores, poderia ser bem pior.

4 comentários:

  1. Tem uma "morte surpresa" lá pela metade do filme bem interessante.

    Será que o De Niro precisa aceitar esses papéis secundários toda hora? Será que o Michael Mann ou Scorsese não dariam mais uma chance para O CARA protagonizar mais um filme policial em homenagem aos velhos tempos ...

    ResponderExcluir
  2. então estou vendo que não adiantou nada dizer que era um remake do filme do Peckinpah, já que a trama é completamente diferente do filme o riginal

    ResponderExcluir
  3. Realmente De Niro de coadujvante é meio esquisito. O cara da velho, mas ele ainda faz boas cenas de ação.

    ResponderExcluir
  4. A câmera trabalha ruim demais.

    ResponderExcluir

MUDANÇA DE CASA

Depois de um feedback por aqui e na página do Dementia¹³ no facebook , resolvi tomar mesmo a decisão de fechar as portas por aqui e me muda...