Pular para o conteúdo principal

AMERICAN NINJA III: BLOOD HUNT (1989)


Já começamos mal neste aqui pela ausência do Sam Firstenberg na direção, que não era lá um John Woo, mas pelo menos comandou os dois filmes anteriores muito bem à sua maneira. E também sentimos falta do protagonista Joe Armstrong, encarnado pelo Michael Dudikoff, que resolveu dar um tempo para não ficar tão marcado pela série. Só que o sujeito se deu mal. Além de não conseguir deslanchar na carreira (a não ser em produções de baixo orçamento), dificilmente não terá seu nome associado à série AMERICAN NINJA.

Mas antes fossem apenas esses os principais problemas de AMERICAN NINJA III. O filme é decepcionante em vários sentidos possíveis.


De qualquer forma, cá estamos. Chegamos ao terceiro filme da saga dos ninjas americanos, dirigido agora por um tal de Cedric Sundstrom. Você leu direito, eu escrevi ninjas no plural. Porque o lugar de Joe é ocupado agora por Sean Davidson, vivido por David Bradley, que na infância viu seu pai ser assassinado e acabou sendo criado por um mestre ninjitsu e agora é o novo ninja americano. A história transcorre com ele já adulto, indo a uma ilha paradisíaca para disputar um torneio de artes marciais, sem saber que, na verdade, um magnata da indústria farmacêutica pretende encontrar o lutador mais forte para que possa carregar uma arma biológica em seu corpo.

Ah, um detalhe importante. O bandido comanda um exército de ninjas, é claro!

Sean mal faz sua primeira luta no torneio e já se torna alvo. Por algum motivo, o vilão ignora a presença de Curtis Jackson no local, obviamente muito mais forte. Sim! Ao menos Steve James marca presença por aqui. Além dele, temos um lutador americano todo amigão a quem Jackson se refere como Júnior e uma ninja japonesa que trabalha para o magnata, mas decide virar casaca e ajudar Bradley e sua turma.


A trama se desenvolve de maneira bem tola, como nos dois episódios anteriores. Mas por conta de alguns fatores, a coisa não corre muito bem. O diretor e o astro dos outros filmes realmente fazem falta, mas as cenas de luta também comprometem a diversão, são bem amadoras e sem graça, o filme não possui aquela energia das sequências de ação como em AMERICAN NINAJ I e II e não tem mais a química entre os personagens. A coisa pode ficar ainda pior quando se faz uma maratona com todos os filmes em sequência. Assistir a este terceiro logo após os dois clássicos que o precedem é pedir para se aborrecer.

Será que o pessoal da Cannon precisava mesmo de mais título AMERICAN NINJA? E por que colocar um sujeito que ninguém conhecia na época como protagonista numa série que, naquela altura, era famosa, fez bastante sucesso? David Bradley até realizou alguns filmes legais mais tarde, como HARD JUSTICE, mas nunca conseguiu substituir o Dudikoff...


Caramba! Faria mais sentido se pegassem apenas o personagem do Steve James e fizessem uma aventura só pra ele... mesmo que não tivesse mais um "ninja americano".

Enfim, AMERICAN NINJA III só não é a ovelha negra da série porque o quinto capitulo consegue ser muito pior. Aqui, pelo menos, temos Steve James badass distribuindo tiros e porrada em ninjas. O que já vale uma espiada para quem é fã do sujeito ou completista da série.

Comentários

  1. Eu sempre me perdia quando esses filmes eram exibidos na tv. O 5 era reprisado bastante, e um dos filmes, acredito que o 1°, era exibido com o título Guerreiro Americano. É a confusão de sempre que as emissoras faziam com os títulos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, GUERREIRO AMERICANO era o título do primeiro quando passava na Sessão da Tarde.

      Excluir
  2. amós griffin18/04/2013 14:06

    amo todos os filmes do american ninja.

    ResponderExcluir
  3. tenho uma lembrança boa do filme,o primeiro filme que vi na casa do meu pai,só que ele pausou na parte que ele foi capturado e não entendi pq(agora sim),mas gostava dos ninjas e o 5 gosto tb(o 4 nunca vi dublado)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O IMBATÍVEL (Undisputed, 2002)/O LUTADOR (Undisputed 2: Last Man Standing, 2006)

No útlimo fim de semana procurei outros filmes recentes do Michael Jai White para vê-lo distribuindo porrada em meliantes como em BLOOD AND BONE e BLACK DYNAMITE. Me deparei com UNDISPUTED 2, continuação de um filme dirigido pelo Walter Hill em 2002 e que, por pura negligência da minha parte, ainda não havia assistido. Enfim, foi uma experiência interessante, além de poder ver um ótimo filme de luta estrelado pelo Jai White ainda tirei o atraso com o filme Hill, que é obrigatório para os fãs do sujeito.

Ambos os filmes se passam em prisões e envolvem lutas “profissionais” entre os encarcerados, mas o resultado de cada é bem diferente um do outro. UNDISPUTED é puro Walter Hill! Cinema classudo, sério, focado em personagens bem talhados e com direção extremamente segura. Temos Wesley Snipes na pele de Monroe Hutchen, campeão de boxe de Sweetwater, uma prisão de segurança máxima que promove legalmente lutas entre presos. Ving Rhames é George Iceman Chambers, o campeão mundial dos pesos …

OS BÁRBAROS (The Barbarians, 1987)

Daquela listinha de filmes de fantasia, Sword and Sorcerer, que eu postei outro dia, um dos exemplares que causou mais alvoroço foi OS BARBAROS. Alguns amigos acharam engraçado por eu ter lembrado desse filme que passou milhares de vezes no Cinema em Casa do SBT. E como estamos falando de um trabalho do italiano Ruggero Deodato, nada melhor que ressaltar como era bom ter doze anos e poder conferir às tardes da TV brasileira nos anos 90 um filme com bastante sangue, membros decepados e peitos de fora. Algo impossível para um moleque atualmente, que tem de se contentar com os filmes de animais falantes que empesteiam diariamente a programação… Neste fim de ano, meus votos de um grande pau no c@#$% do politicamente correto.

De todo modo, OS BÁRBAROS é uma porcaria. Fui rever essa semana para escrever para o blog e, putz, acreditem, é a coisa mais ridícula do mundo. Ainda bem que já sou vacinado contra tralhas desse tipo e encontro tantos elementos engraçados que fica impossível não sair…

OS IRMÃOS KICKBOXERS, aka BLOOD BROTHERS (1990)

Também conhecido como NO RETREAT, NO SURRENDER 3 em alguns países. Não é tão espetacular quanto o segundo, mas é um veículo divertidíssimo que serve de vitrine para que Loren Avedon e Keith Vitali (os irmãos do título) demonstrem suas habilidades em artes marciais em sequências alucinantes de pancadaria! Até hoje me lembro quando eu era um moleque de oito ou nove anos pegando a fita da Top Tape na locadora com meu irmão mais novo. Passamos o fim de semana inteiro assistindo repetidas vezes este que foi o meu primeiro “kickboxer movie”.


Na trama, os dois personagens não vão muito com a cara do outro. Avedon é um professor de kickboxer que dirige um fusca, enquanto Vitali ganha a vida como policial respeitado, seguindo os passos de seu pai. Ambos lutam pra cacete! Para resumir o enredo, uma tragédia na família acontece (leia-se alguém é assassinado) e acaba sendo o motivo de reaproximação dos irmãos, que deixam as diferenças de lado e juntam forças para fazer exatamente aquilo que se …