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Mostrando postagens de Setembro, 2013

TRANCERS (1985)

Fazia tempo que eu estava querendo postar alguma coisa sobre este pequeno, mas fantástico, sci-fi movie oitentista que marcou de maneira profunda a minha formação cinéfila, deixando sequelas irreparáveis no meu mau gosto pra filmes quando eu ainda era moleque no fim dos anos oitenta. TRANCERS, que gerou mais cinco filmes depois deste aqui, combina duas das melhores coisas do universo dos filmes B daquele período: o ator Tim Thomerson e o diretor Charles Band com sua produtora Full Moon. Quando esse dois mundos colidem, as possibilidades são infinitas. E nesse caso, o resultado é um pequeno clássico do cinema fantástico independente.

TRANCERS começa em algum lugar no futuro. O herói Jack Deth (Thomerson) adentra uma cafeteria à procura de café e de alguns... Trancers. A cafeteria possui tanto neón que parece tirada de um cenário de BLADE RUNNER. Trancers são pessoas, digamos, possuídas, sob controle mental de um sujeito chamado Martin Whistler (Michael Stefani). Eles agem normalmente a…

OBITUÁRIO

JOSÉ RAMON LARRAZ
(1929 - 2013)



RICHARD C. SARAFIAN  (1930 - 2013)

ENTREGA MORTAL (The Package, 2013)

Quando temos um filme de ação estrelado por Dolph Lundgren e Steve Austin não é preciso dizer mais nada para me convencer a assistir. Principalmente se o diretor for o britânico Jesse V. Johnson, um dos mais talentosos quando se trata do cinema de ação direct to video, ao lado de uns cabras da pesada como Isaac Florentine e John Hyams. Seria difícil, portanto, THE PACKAGE, que possui todos esses requisitos, dar errado, certo? Pois bem, o que temos aqui passa longe de ser um filme ruim, mas infelizmente não consegue atingir todo o potencial que se espera.

O roteiro de THE PACKAGE não é nenhum primor, nem pretende ganhar um Óscar, mas é efetivo naquilo que se propõe. Tommy Wick (Austin) trabalha como cobrador para uma agiota e de vez em quando precisa utilizar a força bruta para lidar com a clientela. Wick não vê a hora de largar esse tipo de serviço, mas todo seu trabalho serve para compensar uma divida que seu irmão (Lochlyn Munro) possui com o patrão. Uma missão diferente e derradei…

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Aos fiéis frequentadores do recinto, devo-lhes informar que minhas férias em território tupiniquim acabaram. Foram dois meses de descanso, andei escrevendo bastante por aqui, atualizando com boa frequência a página do blog no facebook, mas agora preciso retornar a Portugal para concluir meu último ano de mestrado. Portanto, algumas coisas da vida precisarão estar em segundo plano e, infelizmente, o blog é uma delas.

Isso não quer dizer que vou abandonar o Dementia¹³ de vez nos próximos doze meses. De maneira alguma. O tempo será escasso, mas sempre que sobrar algumas horinhas livres e disposição, coloco algumas breves impressões de coisas que eventualmente assistirei... por exemplo, este mês temos o lançamento de ESCAPE PLAN, estrelado por alguns dos meus favoritos action heroes, Stallone e Arnoldão.

Enfim, fiquem na paz, assistam a bons filmes (e também os de mau gosto), escovem bem os dentes e até breve.


O ANO DO DRAGÃO (Year of the Dragon, 1985)

Fui intimado por um fiel leitor, que se apresenta apenas como Jorge, a escrever sobre O ANO DO DRAGÃO, do Michael Cimino. Então cá estamos. Só havia assistido uma única vez há muitos anos e desde então ficara marcado na minha memória como um dos grandes exemplares do gênero policial dos anos 80. Revisitei-o esta semana e me descobri diante de algo muito maior, uma obra cinematográfica poderosíssima em todos os sentidos possíveis. Já imaginava que isso fosse acontecer. O cinema de Cimino é grande e, numa revisão, O ANO DO DRAGÃO só poderia resultar em mais de duas horas de encantamento cinéfilo. Quem ainda tem dúvidas de que Cimino foi (ou "é", já que não morreu ainda, embora não realize um longa há quase vinte anos) um dos maiores cineastas americanos da história precisa olhar seu trabalho mais de perto...


A excelência do roteiro do próprio Cimino (em parceria com Oliver Stone) em O ANO DO DRAGÃO é inegável e possui muito do repertório temático presente na carreira do homem…

KILLING SPREE (1987)

Tim Ritter iniciou bem cedo a profissão de fazedor de filmes de horror. Mal entrou na puberdade, filmando com uma super-8, e os professores já passavam suas obras em sala de aula e os alunos babavam vidrados para conferir as cheerleaders da escola sendo toscamente assassinadas. Autêntico desbravador do cinema caseiro, a coisa foi ficando séria e com menos de vinte anos, Ritter já possuia uma filmografia com vários pequenos homemovies de horror, como DAY OF THE REAPER, e pelo menos um longa que virou clássico do slasher oitentista, TRUTH OR DARE? A CRITICAL MADNESS (de 1986, filmado em 16mm), que lhe deu a oportunidade de dar um passo mais adiante na carreira. E é aí que chegamos em KILLING SPREE, a obra prima de Ritter.


Mas não pensem que o tal "passo adiante" signifique mais dinheiro. TRUTH OR DARE? transformou a vida de Ritter num inferno por conta dos produtores e o sujeito teve que batalhar muito para ter seu nome creditado como roteirista e diretor. KILLING SPREE signi…